Krystian Kymerson é vice campeão no Circuito Banco do Brasil de Surfe na Bahia e top 5 no Ranking da WSL LATIN AMERICA

Krystian Kymerson, Heitor Mueller, Silvana Lima e Kemily Sampaio (Crédito: Daniel Smorigo / World Surf League)

PRAIA DE STELLA MARIS, Salvador / BA (Domingo, 15 de maio) – Dois confrontos de gerações fecharam a segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe no domingo de ótimas ondas e praia lotada em Stella Maris, Salvador, Bahia. Dois surfistas de apenas 17 anos de idade fizeram suas primeiras finais em etapas do World Surf League (WSL) Qualifying Series. A cearense Silvana Lima, 37 anos, ganhou a primeira decisão da paulista Kemily Sampaio. Já o catarinense Heitor Mueller festejou seu primeiro título derrotando o capixaba Krystian Kymerson, 29 anos, campeão da última etapa do QS realizada em Salvador 10 anos atrás. A terceira e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe será em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, nos dias 25 a 28 de agosto.

“Eu estou em êxtase e só queria agradecer a todo mundo que torce por mim, que me mandou positividade e energia boa. Essa praia é demais, gosto muito dela e estou muito feliz por ganhar o meu primeiro QS aqui”, disse Heitor Mueller, que assumiu a liderança em dois rankings com a vitória na Bahia, do Circuito Banco do Brasil e do Sul-americano da WSL Latin America, que já terá uma próxima etapa começando nesta terça-feira em Iquique, no Chile. “Vamos com tudo pra lá, com força e foco pra defender esses títulos aí”.

A vitória também levou Silvana Lima para a liderança no ranking especial do Circuito Banco do Brasil, empatada com a catarinense Tainá Hinckel, que a maior estrela do surfe feminino nacional derrotou nas semifinais do domingo. Silvana é patrocinada pelo BB Asset Management, fundo de investimentos do Banco do Brasil que também patrocina este circuito inédito com três etapas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país. Esta foi a primeira vitória da cearense na temporada. A última havia sido em junho de 2022 no Equador.

Silvana Lima conquistando a primeira vitória no Circuito Banco do Brasil (Crédito: Daniel Smorigo / World Surf League)

“Eu acho que todo atleta quer se dar bem no evento do seu patrocinador, porque eles ficam mais felizes e esse era o meu foco”, disse Silvana Lima“Mesmo estando com o joelho machucado, que não dava para forçar muito nas manobras porque vem toda aquela lembrança de quatro cirurgias, mas estou superfeliz e só gratidão por toda essa energia baiana. Eu já ganhei muitos eventos aqui, já morei aqui, então é barril Bahia”.

Silvana também destacou sobre a oportunidade criada pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe, em descobrir novos talentos em cada região do país. Na primeira etapa, em Garopaba (SC), a final foi entre Tainá Hinckel, 19 anos, e Isabelle Nalu, de 15 anos apenas. Agora, na Bahia, Kemily Sampaio, 17 anos, chegou em sua primeira decisão em eventos da World Surf League e já aparece em terceiro no ranking do Circuito Banco do Brasil. Ela só está abaixo das líderes que venceram as duas etapas, Tainá Hinckel e Silvana Lima.

“Com certeza, as meninas estão tendo essa chance de mostrar que têm talento e de fazer bons resultados num QS bem jovens ainda”, disse Silvana Lima, que confirmou o favoritismo na final contra Kemily Sampaio, nas primeiras ondas que surfou. A paulista abriu a bateria fazendo duas manobras numa direita que valeram 4,67. Silvana também ataca duas vezes sua primeira onda, só que com mais força para ganhar 6,83. Logo, ela pega outra direita para combinar três batidas e rasgadas e receber 6,77, que já definiu a vitória por 13,60 a 7,74 pontos.

Krystian Kymerson tinha vencido a última etapa do QS em Salvador em 2012 (Crédito: Daniel Smorigo / World Surf League)

RECORDE DO CIRCUITO – Nas semifinais, o catarinense de São Francisco do Sul, registrou um novo recorde de 16,44 pontos na categoria masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe. No confronto da nova geração com o paulista Gabriel KlaussnerHeitor somou notas 8,67 e 7,77 para superar os 16,27 pontos do potiguar Alan Jhones na sexta-feira. Na outra semifinal, Krystian Kymerson também destruiu as ondas de Stella Maris, para derrotar o potiguar Israel Junior por 15,74 a 13,67 pontos, com as notas 8,07 e 7,67 das suas melhores ondas.

“Primeiramente, quero agradecer a Deus por estar nessa final. Foi um campeonato incrível, de alto nível e o Heitor (Mueller) já vinha se destacando, surfando muito bem o evento todo”, disse Krystian Kymerson“A bateria foi bem disputada, lutei até o final e por décimos não consegui a vitória. Mas, estou feliz por readquirir a confiança e Salvador é um lugar muito especial para mim. Eu sempre vim para cá desde moleque, ganhei meu primeiro título de campeão brasileiro amador vencendo uma etapa aqui em Stella Maris, teve aquela vitória no QS também em 2012, então Salvador é um lugar muito especial pra mim”.

Krystian Kymerson (Crédito: Daniel Smorigo / World Surf League)

RANKING ESPECIAL – O Circuito Banco do Brasil de Surfe também está formando um ranking especial, computando os resultados das três etapas. Quem ficar em primeiro lugar nas categorias masculina e feminina, receberá convites para participar do único evento do WSL Challenger Series na América Latina esse ano, o Corona Saquarema Pro apresentado pelo Banco do Brasil, que será disputado em novembro na “Capital Nacional do Surf”.

A vencedora da primeira etapa em Garopaba (SC), Tainá Hinckel, chegou nas semifinais em Salvador e se mantém em primeiro lugar no ranking feminino. Só que agora na companhia de Silvana Lima, que foi semifinalista na Praia da Ferrugem e campeã neste domingo em Stella Maris. Já a liderança do masculino mudou três vezes na Bahia. Messias Felix ultrapassou o argentino Santiago Muniz no sábado. No domingo, Gabriel Klaussner passou à frente nas quartas de final, depois Heitor Mueller assumiu a ponta com a vitória.

RESULTADOS DO DOMINGO NA PRAIA DE STELLA MARIS:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
Campeão: Heitor Mueller (SC) por 15,50 pts (8,00+7,50) – US$ 2.000 e 1.000 pts
Vice-campeão: Krystian Kymerson (ES) com 15,34 pts (8,77+6,57) – US$ 900 e 800 pts

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Silvana Lima (CE) por 13,60 pts (6,83+6,77) – US$ 2.000 e 1.000 pts
Vice-campeã: Kemily Sampaio (SP) com 7,74 pts (4,67+3,07) – US$ 900 e 800 pts

TOP-5 DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL – 2 etapas: (Feminino)
1.a: Taina Hinckel (BRA) – 1.650 pontos
1.a: Silvana Lima (BRA) – 1.650 pontos
3.a: Kemily Sampaio (BRA) – 1.150
4.a: Julia Santos (BRA) – 1.000
5.a: Juliana dos Santos (BRA) – 850

TOP-5 DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL – 2 etapas: (Masculino)
1.o: Heitor Mueller (BRA) – 1.200 pontos
2.o: Gabriel Klaussner (BRA) – 1.150
3.o: Messias Felix (BRA) – 1.095
4.o: Santiago Muniz (ARG) – 1.000
5.o: Krystian Kymerson (BRA) – 860

TOP-10 DO RANKING 2022/2023 DA WSL LATIN AMERICA – 4 etapas: (Masculino)
1.o: Heitor Mueller (BRA) – 1.700 pontos
2.o: Santiago Muniz (ARG) – 1.650
3.o: Ryan Kainalo (BRA) – 1.566
4.o: Gabriel André (BRA) – 1.366
5.o: Krystian Kymerson (BRA) – 1.210
6.o: Leo Casal (BRA) – 1.150
6.o: Gabriel Klaussner (BRA) – 1.150
8.o: Messias Felix (BRA) – 1.095
9.o: Alejo Muniz (BRA) – 1.000
9.o: Marcos Correa (BRA) – 1.000

TOP-10 DO RANKING 2022/2023 DA WSL LATIN AMERICA – 4 etapas: (Feminino)
1.a: Taina Hinckel (BRA) – 2.150 pontos
2.a: Daniella Rosas (PER) – 1.650
2.a: Dominic Barona (ECU) – 1.650
2.a: Silvana Lima (BRA) – 1.650
5.a: Sol Aguirre (PER) – 1.500
6.a: Isabela Saldanha (BRA) – 1.200
7.a: Kemily Sampaio (BRA) – 1.150
8.a: Melanie Giunta (PER) – 1.000
8.a: Julia Santos (BRA) – 1.000
8.a: Genesis Garcia (ECU) – 1.000

(Crédito: Daniel Smorigo / World Surf League)

Caitlin Simmers (EUA) e Callum Robson (AUS) vencem o Boost Mobile Gold Coast Pro Apres. Por Rip Curl

Da esquerda para a direita] Boost Mobile Gold Coast Pro pres. pelos finalistas da Rip Curl: Callum Robson (AUS), Sheldon Simkus (AUS), Molly Picklum (AUS) e Caitlin Simmers (EUA). Crédito: © WSL / Dunbar

COOLANGATTA, QLD / Austrália (quarta-feira, 11 de maio de 2022) – Hoje, Caitlin Simmers (EUA) e Callum Robson venceram o Boost Mobile Gold Coast Pro apresentado pela Rip Curl , a primeira etapa da World Surf League (WSL) 2022 Challenger Series . Após 4 dias seguidos de ondas perfeitas em Snapper Rocks, uma tempestade na east coast causou condições difíceis para o Dia das Finais, os competidores lutaram contra ventos fortes maral com ondas de três -cinco pés.

Caitlin Simmers (EUA) sobe na praia para comemorar sua vitória pela segunda vez em um evento Challenger em menos de um ano. Crédito: © WSL / Dunbar

Caitlin Simmers, de 16 anos, vence a competição de abertura da temporada Challenger Series

A vitória de hoje marcou a segunda vitória da Challenger Series para Caitlin Simmers , de 16 anos (EUA). Simmers venceu o US Open of Surfing no ano passado e também conquistou a vaga final para o elite Championship Tour (CT). Depois que Simmers recusou a vaga no CT para 2021, Molly Picklum (AUS) recebeu entrada como a próxima na lista de qualificação. Dado o quão perto eles estavam no ranking da Challenger Series de 2021, não foi surpresa ver as duas se enfrentando na primeira final da temporada Challenger aqui em Snapper Rocks.

“Estou muito feliz por vencer o primeiro evento Challenger Series do ano”, disse Simmers. “Foi muito difícil lá fora e eu nem sabia onde estava na metade da bateria. Molly é minha surfista favorita. Meus objetivos para a temporada são definitivamente tentar vencer a Challenger Series, eu adoraria fazer isso.”

“Estou muito feliz por vencer o primeiro evento Challenger Series do ano”, disse Simmers. “Este foi um evento incrível com ondas incríveis, embora hoje tenha sido extremamente difícil lá fora. O vento e a chuva dificultaram muito. Eu realmente não tinha ideia de qual era a minha situação naquele minuto final, mas senti que precisava de uma boa pontuação na segunda onda – peguei a última onda e apenas surfei o melhor que pude e consegui a pontuação – Um gol para a temporada é definitivamente tentar vencer a Challenger Series – eu adoraria fazer isso.”

Callum Robson (AUS) conquista a maior vitória de sua carreira no Snapper Rocks. Crédito: © WSL / Dunbar

Australianos Callum Robson e Sheldon Simkus ficam em primeiro e segundo lugar no Boost Mobile Pro

A final masculina viu um confronto totalmente australiano entre Callum Robson e Sheldon Simkus . Robson, representando Evans Head, é um novato atual no CT de 2022 e levou seu sucesso recente para a final da Challenger Series de hoje e conseguir uma vitória sobre Simkus, local da Gold Coast. A vitória marca a primeira vitória de Robson na Challenger Series, após seu resultado de segundo lugar no CT no Rip Curl Pro Bells Beach no mês passado.

“Foi um grande dia para mim e um evento incrível com um surf fantástico e vencer é incrível para mim”, disse Robson. “O ano até agora tem sido melhor do que eu poderia imaginar. Tive um enorme apoio de toda a comunidade da minha cidade natal em Evans Head para surfar nesta turnê e estou feliz em retribuir e colocar Evans Head no mapa.”

O herói da cidade natal, Simkus, foi um artista de destaque em todos os eventos, com grandes pontuações e escolhendo algumas das melhores ondas do evento, mostrando que o conhecimento local é fundamental em todos os locais do mundo. No final, Simkus ficou um pouco desapontado com o resultado final, mas orgulhoso de hastear a bandeira de Coolangatta no Dia das Finais na frente de uma multidão de amigos e familiares.

“Foram alguns dias maravilhosos para mim e um surf fantástico em minha casa para este grande evento”, disse Simkus. “É um objetivo meu há muito tempo surfar neste evento, acabei de entrar em campo este ano e chegar à final e surfar contra o Callum na frente da minha torcida foi incrível. É realmente um bom começo para a temporada da Challenger Series e tenho confiança para continuar nesta série.”

Boost Mobile Gold Coast Pro pres. por Resultados Finais Femininos da Rip Curl:
1 – Caitlin Simmers (EUA) 11,86
2 – Molly Picklum (AUS) 11.27

Boost Mobile Gold Coast Pro pres. por resultados da semifinal feminina da Rip Curl:
HEAT 1: Caitlin Simmers (EUA) 16h50 DEF. Sally Fitzgibbons (AUS) 7,67
CALOR 2: Molly Picklum (AUS) 16.23 DEF. Bettylou Sakura Johnson (HAW) 15.66

Boost Mobile Gold Coast Pro pres. por Resultados Finais Masculinos da Rip Curl:
1 – Callum Robson (AUS) 16.07
2 – Sheldon Simkus (AUS) 15h37

Boost Mobile Gold Coast Pro pres. por resultados da semifinal masculina da Rip Curl:
HEAT 1: Sheldon Simkus (AUS) 16.33 DEF. Maxime Huscenot (FRA) 13h33
HEAT 2: Callum Robson (AUS) 14h33 DEF. Nolan Rapoza (EUA) 12,67

Quatro brasileiros avançam para a terceira fase do Boost Mobile Gold Coast Pro na Austrália

Jadson André vai participar da primeira batalha por vagas nas oitavas de final (Crédito: Andrew Shield / World Surf League)

GOLD COAST, Austrália (Segunda-feira, 9 de maio) – Em outro dia de ondas perfeitas, abrindo longas paredes nas direitas de Snapper Rocks, foram disputadas mais 19 baterias do Boost Mobile Gold Coast Pro na Austrália. Dos doze brasileiros que competiram na segunda-feira, apenas Jadson AndréMichael RodriguesAlex Ribeiro e Lucas Silveira, avançaram para disputar vagas para as oitavas de final na terceira fase. Já o Peru saiu da briga pelos títulos masculino e feminino da etapa de abertura do World Surf League Challenger Series (CS) 2022. A brasileira Tatiana Weston-Webb está na bateria que ficou para abrir a terça-feira, com transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

O potiguar Jadson André, que já está com sua vaga garantida para o World Surf League Championship Tour de 2023, foi o primeiro brasileiro a se classificar na terceira bateria da segunda fase em Snapper Rocks. Ele passou em segundo lugar no confronto vencido pelo espanhol Adur Amatriain. Ambos eliminaram o havaiano Imaikalani Devault, que saiu da elite no novo corte no meio da temporada e tenta a reclassificação pelo Challenger Series.

Três brasileiros já tinham perdido, antes do Jadson André competir. Mateus Herdy e Marco Fernandez caíram na primeira bateria da segunda fase do Boost Mobile Gold Coast Pro. Na segunda, Samuel Pupo terminou em último e outra baixa foi Willian Cardoso na sexta bateria. Na sétima, três surfistas da América do Sul enfrentaram um top do CT já confirmado para 2023, Callum Robson, que fez os primeiros recordes da segunda-feira, nota 9,07 e 16,40 pontos.

Michael Rodrigues passou numa bateria com três surfistas da América do Sul (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

O cearense Michael Rodrigues ganhou a disputa pela segunda vaga e avançou junto com o australiano para a próxima fase. Com os 11,87 pontos das notas 6,60 e 5,27 nas melhores ondas que surfou, superou os 9,37 do peruano Lucca Mesinas e os 9,20 do paulista Thiago Camarão. Duas baterias depois, teve mais uma participação dupla do Brasil e apenas um se classificando, Alex RibeiroJoão Chianca ficou em último, em outra vitória de um australiano do CT já garantido para 2023, Jackson Baker

Na 11.a e penúltima bateria do dia, Alejo Muniz foi eliminado junto com Kelly Slater, pelo italiano Leonardo Fioravanti e o norte-americano Cam Richards. E na que fechou a segunda-feira, Lucas Silveira ganhou a disputa pela última vaga para a terceira fase, do francês Jorgann Couzinet e de outro brasileiro, Matheus Navarro. Nesta bateria, o havaiano Ezekiel Lau registrou novos recordes para o Boost Mobile Gold Coast Pro.

Com carvings poderosos, batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água, Zeke Lau já começou forte, com nota 8,50 na sua primeira onda. Depois, só no último minuto achou outra boa e botou pra dentro de um belo tubo, saiu e foi fazendo uma série quase interminável de oito manobras, na direita que abriu uma longa parede até a beira. Essa onda valeu 9,57, a maior nota do evento. Com ela, Ezekiel Lau totalizou 18,07 pontos, superando os 17,50 da estreia de Jadson André no sábado em Snapper Rocks.

Ezekiel Lau é o novo recordista absoluto do Boost Mobile Gold Coast Pro (Crédito: Andrew Shield / World Surf League)

“Foi uma bateria muito louca”, disse Ezekiel Lau“Tive que ser paciente no início e esperei um tempão para surfar minha primeira onda, enquanto meus adversários vinham conseguindo boas notas. Mas, comecei bem com uma ótima pontuação e consegui fazer aquela onda incrível no final. Mas, foi uma bateria estressante do início ao fim. As ondas estão excelentes e estou me sentindo bem confiante para seguir avançando no evento”.

BRASILEIROS CLASSIFICADOS – Entre os quatro brasileiros classificados para a terceira fase, apenas Jadson André ficou na chave de cima, que vai apontar o primeiro finalista do Boost Mobile Gold Coast Pro. O potiguar vai participar da primeira batalha por duas vagas nas oitavas de final, com o português Vasco Ribeiro e o havaiano Ian Gentil. Depois, só na quinta bateria tem Alex Ribeiro contra dois australianos, Callum Robson e Oscar Berry

Na sexta, Michael Rodrigues enfrenta o marroquino Ramzi Boukhiam e outro australiano, Jackson Baker. E na sétima, está Lucas Silveira com o italiano Leonardo Fioravanti e o norte-americano Nolan Rapoza. Na categoria feminina, a peruana Arena Rodriguez Vargas foi eliminada pelas australianas Nikki Van Dijk e Macy Callaghan. Já a brasileira Tatiana Weston-Webb, está na bateria que ficou para abrir a terça-feira. Ela vai disputar classificação para as oitavas de final com a bicampeã mundial Tyler Wright, a havaiana Coco Ho e a francesa Vahine Fierro.

PRÓXIMAS BATERIAS DO BOOST MOBILE GOLD COAST PRO:

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar (2.000 pts) e 4.a=25.o lugar (1.800 pts):
5.a: Tyler Wright (AUS), Tatiana Weston-Webb (BRA), Coco Ho (HAV), Vahine Fierro (TAH)
6.a: Molly Picklum (AUS), Kobie Enright (AUS), Amuro Tsuzuki (JPN), Teresa Bonvalot (PRT)
7.a: Stephanie Gilmore (AUS), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Bronte Macaulay (AUS), Sophie McCulloch (AUS)
8.a: Isabella Nichols (AUS), Zahli Kelly (AUS), Brianna Cope (HAV), Yolanda Hopkins (PRT)

OITAVAS DE FINAL – baterias já formadas – 9.o lugar com 3.500 pts:
1.a: Gabriela Bryan (HAV) x Luana Silva (HAV)
2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Kirra Pinkerton (AUS)
3.a: Malia Manuel (HAV) x Nikki Van Dijk (AUS)
4.a: Macy Callaghan (AUS) x Caitlin Simmers (EUA)

TERCEIRA FASE MASCULINA – 1.o e 2.o=Oitavas de Final:
———-3.o=17.o lugar com 2.000 pontos
1.a: Jadson André (BRA), Vasco Ribeiro (PRT), Ian Gentil (HAV)
2.a: Conner Coffin (EUA), Sheldon Simkus (AUS), Adur Amatriain (ESP)
3.a: Connor O´Leary (AUS), Morgan Cibilic (AUS), Alister Reginato (AUS)
4.a: Maxime Huscenot (FRA), Dylan Moffat (AUS), Timothee Bisso (FRA)
5.a: Callum Robson (AUS), Alex Ribeiro (BRA), Oscar Berry (AUS)
6.a: Jackson Baker (AUS), Michael Rodrigues (BRA), Ramzi Boukhiam (MAR)
7.a: Leonardo Fioravanti (ITA), Lucas Silveira (BRA), Nolan Rapoza (EUA)
8.a: Ezekiel Lau (HAV), Julian Wilson (AUS), Cam Richards (EUA)

RESULTADOS DOS SUL-AMERICANOS NA SEGUNDA-FEIRA:

SEGUNDA FASE – 3.o=25.o lugar (750 pts) e 4.o=37.o lugar (650 pts):
1.a: 1-Ian Gentil (HAV), 2-Sheldon Simkus (AUS), 3-Mateus Herdy (BRA), 4-Marco Fernandez (BRA)
2.a: 1-Conner Coffin (EUA), 2-Vasco Ribeiro (PRT), 3-Rio Waida (IDN), 4-Samuel Pupo (BRA)
3.a: 1-Adu Amatriain (ESP), 2-Jadson André (BRA), 3-Imaikalani Devault (HAV), 4-Hiroto Ohhara (JPN)
6.a: 1-Dylan Moffat (AUS), 2-Alister Reginato (AUS), 3-Willian Cardoso (BRA), 4-Jordan Lawler (AUS)
7.a: 1-Callum Robson (AUS), 2-Michael Rodrigues (BRA), 3-Lucca Mesinas (PER), 4-Thiago Camarão (BRA)
9.a: 1-Jackson Baker (AUS), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Mihimana Braye (TAH), 4-João Chianca (BRA)
11: 1-Leonardo Fioravanti (ITA), 2-Cam Richards (EUA), 3-Kelly Slater (EUA), 4-Alejo Muniz (BRA)
12: 1-Ezekiel Lau (HAV), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Jorgann Couzinet (FRA), 4-Matheus Navarro (BRA)

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar (2.000 pts) e 4.a=25.o lugar (1.800 pts):
4.a: 1-Macy Callaghan (AUS), 2-Nikki Van Dijk (AUS), 3-Brisa Hennessy (CRI), 4-Arena Rodriguez (PER)

Fotos: Regência CLÁSSICA no outono Capixaba!

E tem mais swell presente no outono capixaba, e a Boca do Rio, em Regência, mostrou seu potencial. A galera que apostou e partiu pra vila mágica, pegou altas!

A fotógrafa Mariana Pandolfi, apontou suas lentes e fez seus belos registros. Confiram abaixo.

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Australianos dominam o pódio e saiba quem caiu e quem avançou no WT 2022!

Isabella Nichols e Jack Robinson com os troféus das vitórias (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

MARGARET RIVER, Western Australia (Quarta-feira, 4 de maio) – Os australianos fizeram a festa em casa, com Jack Robinson e Isabella Nichols ganhando os títulos do Margaret River Pro, nas finais contra os havaianos John John Florence e Gabriela Bryan. A quarta-feira foi mais um dia de mar clássico em Western Australia, com altas ondas no Main Break de Margaret River. O Brasil parou nas quartas de final, com Italo Ferreira sendo o único a vencer uma bateria no último dia. Ele entrou no G-5 com este resultado, Filipe Toledo segue liderando o ranking e o tricampeão mundial Gabriel Medina vai reforçar a “seleção brasileira” na próxima etapa, o Quiksilver Pro G-Land, de 28 de maio a 6 de junho na Indonésia. 

“Estou com saudades do Tour e de todo mundo”, disse Gabriel Medina, que participou por alguns minutos da transmissão ao vivo do Margaret River Pro na quarta-feira. “Estou amarradão por estar voltando, mais ainda por ser na etapa de G-Land. Eu já fui lá uma vez e é uma esquerda insana, com altos tubos, do jeito que eu gosto. Eu tenho surfado bastante, me sinto muito bem fisicamente, mentalmente e agora quero recuperar o ritmo de competição. Mas, sem me estressar com resultados ou rankings. É legal ver o Filipinho (Filipe Toledo) na liderança e estou muito empolgado para reencontrar todos lá em G-Land”.

Gabriel Medina vai participar da segunda metade da temporada 2022, com um convite da World Surf League. Ele pediu uma licença médica no início do ano, para tratar da saúde mental por problemas pessoais. Mas, vem treinando forte nos últimos meses e está em plena forma física, para voltar a enfrentar os melhores surfistas do mundo. Medina será o grande reforço da seleção brasileira, que perdeu dois titulares neste novo corte da elite no meio da temporada, Deivid Silva e um dos estreantes no time deste ano, João Chianca, além de Gabriel Medina e o contundido Yago Dora, que não disputaram nenhuma etapa.

Filipe Toledo seguirá usando a lycra amarela de número 1 da WSL (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

Os dois ficaram abaixo dos 22 primeiros do ranking, que foram mantidos para disputar as cinco últimas etapas do World Surf League Championship Tour, com vagas já garantidas na elite de 2023. Na terça-feira, apenas Jadson André entrou na zona de classificação, com a vitória sobre Kelly Slater na terceira fase. Com o potiguar e a volta de Gabriel Medina, a seleção brasileira terá oito surfistas brigando pelas vagas no grupo dos top-5 que vão decidir os títulos mundiais no Rip Curl WSL Finals. Os outros que confirmaram suas permanências foram Filipe ToledoItalo FerreiraMiguel PupoCaio IbelliSamuel Pupo e Tatiana Weston-Webb.

Seis deles estavam nas oitavas de final que abriram a quarta-feira decisiva do Margaret River Pro. O último dia já amanheceu com altas ondas e só restava uma vaga no G-22 para ser definida, na bateria entre Samuel Pupo e Matthew McGillivray. O sul-africano precisava passar para tirar a última vaga do australiano Owen Wright e conseguiu derrotar o brasileiro por 14,50 a 10,74 pontos. Samuca terminou em nono lugar no evento, junto com seu irmão, Miguel PupoFilipe ToledoCaio Ibelli e Jadson André, eliminados nas baterias seguintes.

ÚNICA VITÓRIA – O campeão olímpico, Italo Ferreira, foi o único a passar para as quartas de final, mas no duelo brasileiro com Miguel Pupo. O potiguar de Baía Formosa destruiu uma direita em Main Break que valeu nota 8,33, que somou com o 7,50 da onda anterior para vencer fácil por 15,83 a 8,83 pontos. Depois, ele tentou de tudo para avançar para as semifinais, mas o sul-africano Matthew McGillivray pegou as melhores ondas da bateria e venceu por 15,87 a 14,67 pontos. Mesmo assim, Italo conseguiu o objetivo que era entrar no grupo dos top-5 e está em quinto lugar no ranking.

Italo Ferreira foi o melhor brasileiro em Margaret River esse ano (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

O número 1, Filipe Toledo, também surfou muito bem nas oitavas de final e quase conseguiu a vitória em sua última onda. Mas, a nota saiu 7,63 e ele acabou perdendo por 3 centésimos de diferença para Nat Young. O placar foi encerrado em 15,66 a 15,63 pontos para o californiano. Depois, Caio Ibelli foi derrotado por 16,43 a 14,03 pelo australiano Ethan Ewing e o sul-africano Jordy Smith barrou Jadson André por 13,24 a 12,26 pontos. 

Jordy foi finalista na vitória de Filipe Toledo nesta etapa de Margaret River no ano passado. Como ficou em nono lugar dessa vez, dois surfistas poderiam lhe tirar a lycra amarela de número 1 do ranking. Mas, tanto John John Florence, como o também havaiano Barron Mamiya, precisaria vencer o Margaret River Pro, para superar os 24.440 pontos do brasileiro.

RECORDISTA ABSOLUTO – Mamiya parou na última oitava de final, num confronto muito disputado com Jack Robinson. Só que o suspense para Filipe Toledo foi até a última bateria do campeonato, pois John John Florence chegou na grande final dando um show a cada entrada no mar. Nas quartas de final, ganhou a maior nota do evento, 9,50, para vencer um duelo incrível com Griffin Colapinto, por 17,50 a 17,16 pontos. E na semifinal, somou notas 9,47 e 9,43 para aumentar o seu próprio recorde de pontos no CT 2022 registrado em Bells Beach, de 18,86 para incríveis 18,90 pontos de 20 possíveis.

John John Florence foi o recordista absoluto de nota e pontos em M-River (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

DECISÃO DO TÍTULO – Na grande final, o australiano teve um início melhor, largando na frente com nota 7,00, contra 5,00 do havaiano. A decisão do título esquentou quando John John achou uma onda muito boa, que valeu nota 8,50. Foi a maior da bateria, mas Jack Robinson usou os aéreos para conseguir 8,07 e 8,17 em duas ondas seguidas e conquistar a segunda vitória da sua carreira no CT, por 16,24 a 15,60 pontos. A primeira foi no México no ano passado, na final contra o brasileiro Deivid Silva nas direitas de Barra de La Cruz.

“É muito incrível tudo isso, porque já perdi muitas baterias aqui, então é uma sensação muito boa quando dá tudo certo”, disse Jack Robinson, que saltou da 13.a para a terceira posição com os 10.000 pontos da vitória. “Eu me sinto muito conectado com esse lugar, especialmente pelo apoio da comunidade local, minha esposa Julia e da minha equipe com o Leandro Dora e o Matt Bemrose. Tentei canalizar toda energia para me manter equilibrado no evento todo. Foi muito especial fazer a final com o John John (Florence). Já tivemos algumas baterias e ele sempre me faz surfar o meu melhor, então quero curtir esse momento aqui, antes de mudar o foco para G-Land, porque tem muita coisa pela frente ainda”.

Jack Robinson usou os aéreos para vencer o Margaret River Pro (Crédito: Aaron Hughes / World Surf League)

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO MARGARET RIVER PRO:
Campeão: Jack Robinson (AUS) por 16,24 pts (8,17+8,07) – US$ 80.000 e 10.000 pts
Vice-campeão: John John Florence (HAV) com 15,60 (8,50+7,10) – US$ 45.000 e 8.000 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$$ 25.000 e 6.085 pontos:
1.a: John John Florence (HAV) 18,90 x 11,94 Matthew McGillivray (AFR)
2.a: Jack Robinson (AUS) 16,27 x 14,53 Ethan Ewing (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$$ 16.000 e 4.745 pontos:
1.a: John John Florence (HAV) 17,50 x 17,16 Griffin Colapinto (EUA)
2.a: Matthew McGillivray (AFR) 15,87 x 14,67 Italo Ferreira (BRA)
3.a: Ethan Ewing (AUS) 15,70 x 12,40 Nat Young (EUA)
4.a: Jack Robinson (AUS) 14,40 x 11,00 Jordy Smith (AFR)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$$ 13.000 e 2.610 pontos:
1.a: John John Florence (HAV) x w.o Kolohe Andino (EUA)
2.a: Griffin Colapinto (EUA) 9,87 x 7,57 Callum Robson (AUS)
3.a: Matthew McGillivray (AFR) 14,50 x 10,74 Samuel Pupo (BRA)
4.a: Italo Ferreira (BRA) 15,83 x 8,83 Miguel Pupo (BRA)
5.a: Nat Young (EUA) 15,66 x 15,63 Filipe Toledo (BRA)
6.a: Ethan Ewing (AUS) 16,43 x 14,03 Caio Ibelli (BRA)
7.a: Jordy Smith (AFR) 13,24 x 12,26 Jadson André (BRA)
8.a: Jack Robinson (AUS) 16,06 x 15,93 Barron Mamiya (HAV)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO: 
Campeã: Isabella Nichols (AUS) por 12,94 pts (6,77+6,17) – US$ 80.000 e 10.000 pts
Vice-campeã: Gabriela Bryan (HAV) com 10,00 pts (6,17+3,83) – US$ 45.000 e 8.000 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$$ 25.000 e 6.085 pontos:
1.a: Gabriela Bryan (HAV) 15,73 x 15,43 Courtney Conlogue (EUA)
2.a: Isabella Nichols (AUS) 15,93 x 11,34 Bronte Macaulay (AUS)

Jack Robinson, Isabella Nichols, John John Florence e Gabriela Bryan (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

TOP-22 DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR – 5 etapas:
1.o- Filipe Toledo (BRA) – 24.440 pontos
2.o- John John Florence (HAV) – 23.375
3.o- Jack Robinson (AUS) – 22.160
4.o- Ethan Ewing (AUS) – 19.585
5.o- Italo Ferreira (BRA) – 18.895
6.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 18.620
7.o- Barron Mamiya (HAV) – 17.970
8.o- Callum Robson (AUS) – 17.760
9.o- Miguel Pupo (BRA) – 17.470
10.o- Griffin Colapinto (EUA) – 17.405
11.o- Caio Ibelli (BRA) – 16.820
12.o- Jordy Smith (AFR) – 16.130
13.o- Kelly Slater (EUA) – 15.980
14.o- Kolohe Andino (EUA) – 14.705
14.o- Nat Young (EUA) – 14.705
16.o- Seth Moniz (HAV) – 14.140
17.o- Samuel Pupo (BRA) – 12.715
18.o- Connor O´Leary (AUS) – 11.290
19.o- Matthew McGillivray (AFR) – 11.000
20.o- Jake Marshall (EUA) – 10.725
21.o- Jackson Baker (AUS) – 9.300
22.o- Jadson André (BRA) – 9.300

TOP-10 DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR 2022 – 5 etapas:
1.a- Brisa Hennessy (CRI) – 25.575 pontos
2.a- Carissa Moore (HAV) – 24.295
3.a- Tyler Wright (AUS) – 23.440
4.a- Isabella Nichols (AUS) – 19.965
5.a- Courtney Conlogue (EUA) – 19.525
6.a- Lakey Peterson (EUA) – 19.105
6.a- Gabriela Bryan (HAV) – 19.105
8.a- Johanne Defay (FRA) – 18.980
9.a- Stephanie Gilmore (AUS) – 18.185
10.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 17.830

15 TOPS DO CT 22 CORTADOS DA ELITE:
23: Owen Wright (AUS) – 8.735 pontos
24: Ezekiel Lau (HAV) – 8.735
25: Lucca Mesinas (PER) – 8.735
26: Conner Coffin (EUA) – 8.735
27: João Chianca (BRA) – 7.310
28: Leonardo Fioravanti (ITA) – 7.310
29: Frederico Morais (PRT) – 7.310
30: Imaikalani Devault (HAV) – 7.310
31: Deivid Silva (BRA) – 7.310
32: Morgan Cibilic (AUS) – 7.310
33: Ryan Callinan (AUS) – 5.320
34: Carlos Munoz (CRI) – 4.115
41: Gabriel Medina (BRA) – 1.060
41: Yago Dora (BRA) – 1.060
41: Liam O´Brien (AUS) – 1.060

7 TOPS DO CT 22 CORTADAS DA ELITE:
11.a- Malia Manuel (HAV) – 17.765 pontos
12.a- India Robinson (AUS) – 14.710
14.a- Molly Picklum (AUS) – 13.145
15.a- Sally Fitzgibbons (AUS) – 12.575
15.a- Luana Silva (HAV) – 12.575
18.a- Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 10.785
19.a- Caroline Marks (EUA) – 4.180

Entre baixas e vitórias brasileiras, foi assim que ficou marcado o segundo dia do Margaret River Pro

Samuel Pupo confirmado no CT 2023 e para a segunda metade da temporada (Crédito: Aaron Hughes / World Surf League)

MARGARET RIVER, Western Australia (Terça-feira, 3 de maio) – Após dois dias esperando por um novo swell, ele chegou na terça-feira com ondas desafiadoras de 10-15 pés em Main Break, para a decisiva terceira fase do Margaret River Pro em Western Australia. Esta etapa que fecha a primeira metade do World Surf League Championship Tour e, em todas as 16 baterias, tinha alguém disputando as últimas vagas no grupo dos 22 primeiros do ranking, que permanecem na elite para o restante da temporada e garantidos no CT 2023. Samuel Pupo e Jadson André confirmaram seus nomes passando para as oitavas de final, junto com mais quatro brasileiros já classificados, Filipe ToledoItalo FerreiraMiguel Pupo e Caio Ibelli. O último dia vai começar as 7h00 da quarta-feira na Austrália, 20h00 da terça-feira no Brasil, ao vivo pelo SporTV e pelo WorldSurfLeague.com.

A terça-feira foi mais um dia dramático, pelo novo corte na elite no meio da temporada. A terceira fase começou com 20 surfistas disputando as nove últimas vagas e a “seleção brasileira” sofreu duas baixas. Um dos novatos do time que vinha se destacando, João Chianca, foi o primeiro a cair, no duelo com o campeão olímpico, Italo Ferreira. E Deivid Silva perdeu a chance de ingressar no G-22 na última bateria, sem conseguir achar ondas para surfar no mar enorme do fim do dia. Antes, o peruano Lucca Mesinas também tinha se despedido da elite, mas os três podem retornar em 2023 pelo Challenger Series, que começa com duas etapas na Austrália, a partir deste sábado na Gold Coast. 

Só restou uma vaga para ser definida no G-22, a do Owen Wright. O australiano perdeu para Miguel Pupo e terminou o dia em último na lista, ameaçado por Matthew McGillivrayMiguel acabou confirmando o seu irmão, Samuel Pupo, com a vitória sobre Owen Wright. Agora, Samuca pode retribuir o sentimento de alívio pela classificação para o australiano, pois vai enfrentar o sul-africano nas oitavas de final. Ele conquistou a primeira vitória verde-amarela do dia e foi nos últimos segundos, numa onda grande que acertou as manobras para virar o placar para 11,73 a 10,84 pontos do australiano Connor O´Leary.

Samuel Pupo (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

“Eu só precisava de mais uma onda e ela veio no último minuto”, disse Samuel Pupo, que vai completar a sua primeira temporada na elite do CT e já está confirmado para 2023. “Fazia um tempão que eu não ganhava uma bateria assim, de virada. E foi na hora certa! Eu estava tentando não pensar muito em ranking. Mas, tinha bastante gente atrás querendo pegar minha vaga, então me concentrei em pegar as ondas certas e surfar bem. Acho que as ondas vão melhorar amanhã (quarta-feira) e estou muito feliz. Foi uma sensação ótima chegar na praia e ver tantos amigos me apoiando, meu irmão (Miguel Pupo), o Filipe (Toledo), o Deivid (Silva). Agora, só espero que o João (Chianca) passe também”.

João Chianca é seu melhor amigo e os dois entraram juntos na elite do CT este ano. Chumbinho vinha sendo um dos destaques da seleção brasileira, principalmente nos duelos com o bicampeão mundial John John Florence. O surfista de Saquarema foi quem surfou o melhor tubo em Pipeline esse ano, quando perdeu para o havaiano. Em Bells Beach, os dois voltaram a se encontrar e João brilhou de novo. Com os 17,73 pontos que totalizou, poderia vencer todas as outras baterias do Rip Curl Pro. Menos a dele, porque John John fez o recorde do ano no CT, 18,86 pontos, para superar Chumbinho no melhor confronto da temporada.

DUELO BRASILEIRO – No entanto, com essas derrotas, João Chianca acabou ficando abaixo da linha de corte na elite, precisando de um bom resultado no Margaret River Pro. Ou seja, teria que passar por mais uma pedreira, outro campeão mundial e primeiro medalhista de ouro do surfe nas Olímpiadas, Italo FerreiraJoão surfa a primeira onda e ataca tão forte, que sua prancha acaba partindo e ele tem que sair do mar para pegar outra. Italo começa com mais cuidado e larga na frente com nota 5,50, contra 4,67 do Chumbinho.

Italo Ferreira (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

O campeão olímpico segue com uma boa escolha de ondas para somar notas 6,60 e 6,00 em duas seguidas. João recebe 5,07 na sua segunda onda e depois pega uma direita da série e manda um layback incrível no crítico da onda, desgarrando a rabeta, invertendo a direção da prancha. Foi só uma manobra, mas valeu 7,77 para passar a frente por 12,84 a 12,60 pontos, há 10 minutos do fim. Italo passa a precisar de 6,25 para vencer e falha na primeira tentativa, caindo na primeira manobra. 

A prioridade de escolher a próxima fica para o João, mas Italo pega outra direita, manda um batidão no lip jogando água pra cima, faz uma rasgada e vibra após finalizar bem na junção. Ele ganha 6,93 e retoma a ponta, abrindo 5,76 pontos de vantagem sobre Chianca nos minutos finais. Os dois acabam tomando uma série enorme na cabeça e a bateria termina com vitória do Italo por 13,53 a 12,84 pontos. Chumbinho fica de fora da segunda metade da temporada e terá que recuperar sua vaga para a elite de 2023 no Challenger Series, como em 2021.

“O João (Chianca) vem surfando muito e fiquei meio triste por estar na bateria com ele. Mas, faz parte do jogo isso”, lamentou Italo Ferreira“Eu só estava fazendo o meu trabalho, fiquei focado nas minhas ondas, tentando fazer o meu melhor. Estou querendo manter uma mentalidade mais positiva, pois não me senti muito feliz nos últimos eventos. Quero buscar o equilíbrio, continuar treinando, surfando, sorrindo e fazendo o meu melhor a cada onda”.

João Chianca (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

João Chianca comentou sobre a frustração de não conseguir a classificação, pois entraria no G-22 se passasse essa bateria. “É difícil. Acho que não tive muita sorte esse ano, sempre enfrentei os melhores surfistas, o John John (Florence), o Italo agora. Com esses caras, uma nota boa nunca é suficiente para ganhar deles. Mas, teve o lado bom, tenho recebido vários elogios dos outros competidores e vivi momentos incríveis esse ano. Ainda tenho muita coisa para aprender e não vou desistir. Agora é focar no Challenger Series e agradeço a todos meus patrocinadores, minha família, amigos, meu manager e a galera aqui, o Filipe (Toledo), o Miguel, o Samuca (Pupo), o suporte deles foi muito importante para mim”.

Curiosamente, os quatro primeiros cortados da elite na terça-feira, perderam para surfistas dos seus próprios países, como no confronto brasileiro entre Italo Ferreira e João Chianca. A terça-feira já começou com John John Florence acabando com as chances do também havaiano Imaikalani Devault seguir tentando entrar no grupo dos top-22. Depois, caíram dois surfistas que ficaram entre os top-5 que participaram da estreia do Rip Curl WSL Finals em Trestles no ano passado. Morgan Cibilic foi eliminado no duelo australiano com Callum Robson e Conner Coffin na bateria norte-americana com Griffin Colapinto.

Depois de João ChiancaItalo Ferreira vai enfrentar outro brasileiro em Margaret River. Seu adversário nas oitavas de final é Miguel Pupo e agora vale vaga no seleto grupo dos top-5, pois estão empatados em sexto lugar no ranking. Miguel começou bem contra Owen Wright, abrindo a bateria com nota 7,50. E derrotou o australiano, que ficou pendurado na 21.a posição do ranking. Depois, Owen foi ultrapassado por Jadson André e caiu para último na lista. Mas, a vitória do Miguel confirmou seu irmão, Samuel Pupo, para o restante do CT e para a elite de 2023.

Miguel Pupo (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

DEFENSOR DO TÍTULO – No confronto seguinte, Filipe Toledo também derrotou um australiano que estava na briga pelas últimas vagas no G-22, Ryan Callinan. Não entraram muitas ondas boas na bateria, mas Filipe surfou a melhor e a nota 7,17 decidiu a vitória por 11,40 a 9,83 pontos. Sua próxima defesa do título do Margaret River Pro será contra Nat Young, que fez os recordes do campeonato – nota 8,93 e 16,10 pontos – para garantir sua permanência no CT na bateria norte-americana com Jake Marshall. Os dois estavam dentro do grupo dos 22 e Marshall também continuou na elite.

“As condições estavam muito desafiadoras, o vento aumentou e ficou bem difícil de se posicionar lá dentro”, destacou Filipe Toledo“O Ryan (Callinan) surfa muito bem aqui, mas a missão foi cumprida e vamos para a próxima. Amanhã (quarta-feira), as ondas vão estar melhores e vai ser mais divertido. Hoje foi um daqueles dias que você só pensa em passar a bateria, porque amanhã vai estar perfeito o mar, para mostrar um surfe mais high performance. Estou feliz e pronto para o ‘Finals Day’”.

Filipe Toledo segue tentando o bicampeonato com sua lycra amarela (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

Na sequência, mais surfistas que poderiam entrar no G-22 foram caindo bateria a bateria. O brasileiro Caio Ibelli acabou tirando o português Frederico Morais da briga. Caio surfou forte e somou notas 8,17 e 6,83, para vencer por 15,00 a 8,50 pontos. Ele divide o oitavo lugar no ranking com Ethan Ewing e os dois vão se enfrentar nas oitavas de final. O australiano registrou novos recordes no Margaret River Pro, 17,93 pontos com notas 9,00 e 8,93, contra o italiano Leonardo Fioravanti, que também se despediu do CT com a derrota.

JADSON CONFIRMADO – Jadson André foi o próximo a tentar entrar no G-22. A tarefa era ingrata, contra o maior surfista de todos os tempos, Kelly Slater, que participa do Championship Tour desde a criação de uma elite na divisão do Circuito Mundial em 1992. Ele foi o primeiro campeão neste novo formato 30 anos atrás e colecionou 11 títulos e muitos recordes históricos do esporte. Por outro lado, a única vitória do Jadson em etapas do CT, foi derrotando Kelly Slater na final em Imbituba em 2010. O potiguar está em sua décima temporada na elite dos melhores do mundo e tinha que vencer para permanecer.

Jadson começou bem, achando uma direita boa para manobrar forte de backside e ganhar 7,43 na primeira onda. A primeira do Slater valeu 5,17, nota que Jadson igualou na segunda dele. Depois, o máximo que Kelly conseguiu foi 4,07 e o brasileiro avançou para as oitavas de final, por 12,60 a 9,24 pontos. Foi a terceira vitória seguida do Jadson sobre Slater em baterias do CT, todas nas ondas de Margaret River. As outras foram na primeira fase de 2019 e na deste ano também, na sexta-feira da semana passada.

Jadson André derrotando a fera, Kelly Slater (Crédito: Aaron Hughes / World Surf League)

Com a classificação, Jadson subiu para o 21.o lugar no ranking, tirando Ezekiel Lau do G-22 e empurrando Owen Wright para a última posição na lista. O havaiano poderia recuperar a vaga no confronto seguinte, mas Zeke Lau perdeu para Jordy Smith nas ondas que já entravam com 12-15 pés em Main Break. O sul-africano arriscou manobras gigantes e igualou a nota 9,00 do recordista Ethan Ewing, vencendo a bateria por 16,17 a 12,67 pontos. 

O peruano Lucca Mesinas entrou na seguinte, precisando passar só essa para garantir sua permanência na elite. Mas, seu adversário era o local de Margaret River, Jack Robinson. Com o mar grande como estava, o australiano usou seu melhor conhecimento para pegar boas ondas e vencer fácil por 14,83 a 5,70 pontos. O primeiro campeão panamericano de surfe acabou perdendo a vaga no CT, mas pode recolocar o Peru em 2023 ainda este ano, nas etapas do Challenger Series, que começam no sábado na Gold Coast.

Na última bateria da terça-feira, era Deivid Silva quem tiraria a vaga de Owen Wright, se passasse para as oitavas de final. Mas, ele não conseguiu surfar nenhuma onda no mar pesado, com séries enormes entrando em Main Break no fim do dia. O havaiano Barron Mamiya se posicionou melhor no mar e surfou quatro ondas, ganhando com tranquilidade por 11,87 a 0,13 pontos. Este resultado confirmou a permanência de Jadson André para a segunda metade do WSL Championship Tour e para a elite que vai iniciar a temporada 2023.

Deivid Silva recebido por Filipe Toledo e amigos da seleção brasileira (Crédito: Aaron Hughes / World Surf League)

BATERIAS QUE ABREM O ÚLTIMO DIA DO MARGARET RIVER PRO: 

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$$ 13.000 e 2.610 pontos:
1.a: John John Florence (HAV) x Kolohe Andino (EUA)
2.a: Callum Robson (AUS) x Griffin Colapinto (EUA)
3.a: Samuel Pupo (BRA) x Matthew McGillivray (AFR)
4.a: Italo Ferreira (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
5.a: Filipe Toledo (BRA) x Nat Young (EUA)
6.a: Caio Ibelli (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
7.a: Jordy Smith (AFR) x Jadson André (BRA)
8.a: Barron Mamiya (HAV) x Jack Robinson (AUS)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$$ 25.000 e 6.085 pontos:
1.a: Courtney Conlogue (EUA) x Gabriela Bryan (HAV)
2.a: Isabella Nichols (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NA AUSTRÁLIA:

TERCEIRA FASE – 17.o lugar com US$ 10.000 e 1.330 pontos:
1.a: John John Florence (HAV) 12,16 x 9,00 Imaikalani Devault (HAV)
2.a: Kolohe Andino (EUA) 14,57 x 9,00 Jackson Baker (AUS)
3.a: Callum Robson (AUS) 12,00 x 10,70 Morgan Cibilic (AUS)
4.a: Griffin Colapinto (EUA) 12,60 x 11,66 Conner Coffin (EUA)
5.a: Matthew McGillivray (AFR) 14,43 x 13,17 Kanoa Igarashi (JPN)
6.a: Samuel Pupo (BRA) 11,73 x 10,84 Connor O´Leary (AUS)
7.a: Italo Ferreira (BRA) 13,53 x 12,84 João Chianca (BRA)
8.a: Miguel Pupo (BRA) 11,50 x 8,93 Owen Wright (AUS)
9.a: Filipe Toledo (BRA) 11,40 x 9,27 Ryan Callinan (AUS)
10: Nat Young (EUA) 16,10 x 10,17 Jake Marshall (EUA)
11: Caio Ibelli (BRA) 15,00 x 8,50 Frederico Morais (PRT)
12: Ethan Ewing (AUS) 17,93 x 14,77 Leonardo Fioravanti (ITA)
13: Jadson André (BRA) 12,60 x 9,24 Kelly Slater (EUA)
14: Jordy Smith (AFR) 16,17 x 12,67 Ezekiel Lau (HAV)
15: Jack Robinson (AUS) 14,83 x 5,70 Lucca Mesinas (PER)
16: Barron Mamiya (HAV) 11,87 x 0,13 Deivid Silva (BRA)

Filipe, Italo e Chumbinho estreiam com vitórias na Austrália, confira próximas baterias

Filipe Toledo feliz após estrear a lycra amarela com vitória no Margaret River Pro (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League)

MARGARET RIVER, Western Australia (Sexta-feira, 29 de abril) – A espera valeu a pena e as ondas chegaram com força total na sexta-feira, para iniciar o Margaret River Pro na Austrália. Em um mar desafiador, com séries passando dos 3 metros de altura em Main Break, Filipe ToledoItalo Ferreira e João Chianca, o Chumbinho, foram os únicos brasileiros a vencer suas baterias. O peruano Lucca Mesinas também passou direto para a terceira fase, em segundo lugar na dele. Seis surfistas do Brasil vão ter que passar pelas repescagens, que ficaram para abrir o próximo dia. A primeira chamada será as 7h15 do sábado em Western Australia, 20h15 da sexta-feira no Brasil, com transmissão ao vivo pelo Globoplay e pelo WorldSurfLeague.com

Esta etapa é decisiva para muitos surfistas, porque define o corte na elite que iniciou o World Surf League Championship Tour em 2022. Apenas os 22 primeiros do ranking masculino e as 10 melhores do feminino, permanecerão disputando a segunda metade da temporada, já com seus nomes garantidos no CT de 2023. João Chianca e Lucca Mesinas estão na briga direta pelas últimas vagas, com o brasileiro tentando entrar no G-22 e o peruano defendendo o último lugar na lista. Mais três brasileiros estão nesta batalha, Samuel Pupo em 18.o no ranking e Deivid Silva e Jadson André abaixo da linha de corte.

João Chianca foi um dos últimos a estrear na sexta-feira, na décima bateria, junto com Miguel Pupo já garantido nos top-22. Chumbinho começou bem, manobrando forte de frontside nas direitas de Main Break. Ele liderou toda a bateria, enquanto seu grande amigo não conseguiu pegar boas ondas e foi superado também pelo californiano Kolohe AndinoMiguel, seu irmão, Samuel PupoDeivid Silva e Jadson André, ficaram em último nas suas baterias, mas terão uma segunda chance de se classificar na repescagem.

João Chianca conquistou a terceira vitória brasileira na sexta-feira (Crédito: Aaron Hughes / World Surf League)

“Meu objetivo aqui é um só, seguir até o dia das finais”, disse João Chianca, que precisa de um bom resultado para permanecer na elite. “Eu tenho tentado não pensar muito sobre essa linha de corte aqui, mas está difícil. WA (Western Australia) é um lugar tão bonito, tão especial, tenho bons amigos aqui, então isso tem sido bom para ajudar a acalmar meus nervos. O Tour é difícil, mas quero focar minha energia só nas coisas positivas e vamos ver no que vai dar”.

Antes de ChumbinhoFilipe Toledo e Italo Ferreira já haviam conquistado as primeiras vitórias da “seleção brasileira” nas ondas de power havaiano da costa ocidental da Austrália. Filipe voltou a competir com a lycra amarela de número 1 da World Surf League, depois de tirar a liderança do ranking do japonês Kanoa Igarashi tocando o sino da vitória no Rip Curl Pro Bells Beach. Ele também ganhou esta etapa de Margaret River no ano passado, numa dobradinha verde-amarela com Tatiana Weston-Webb no pódio.

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA NO MARGARET RIVER PRO: 

PRIMEIRA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=Segunda Fase:
01: 1-Callum Robson (AUS)-12.17, 2-Imaikalani Devault (HAV)=10.00, 3-Samuel Pupo (BRA)=9.83
02: 1-Jackson Baker (AUS)=12.03, 2-Barron Mamiya (HAV)=10.77, 3-Matthew McGillivray (AFR)=10.17
03: 1-Ezekiel Lau (HAV)=15.00, 2-Ryan Callinan (AUS)=13.37, 3-Kelly Slater (EUA)=9.20
04: 1-John John Florence (HAV)=15.60, 2-Lucca Mesinas (PER)=8.93, 3-Jacob Willcox (AUS)=8.44
05: 1-Kanoa Igarashi (JPN)=13.10, 2-Conner Coffin (EUA)=8.50, 3-Ben Spence (AUS)=7.70
06: 1-Filipe Toledo (BRA)=13.00, 2-Owen Wright (AUS)=9.63, 3-Jack Thomas (AUS)=6.90
07: 1-Italo Ferreira (BRA)=14.17, 2-Jake Marshall (EUA)=13.26, 3-Jadson André (BRA)=6.17
08: 1-Ethan Ewing (AUS)=13.70, 2-Nat Young (EUA)=10.90, 3-Deivid Silva (BRA)=7.63
09: 1-Connor O´Leary (AUS)=13.80, 2-Morgan Cibilic (AUS)=12.90, 3-Caio Ibelli (BRA)=9.24
10: 1-João Chianca (BRA)=12,43, 2-Kolohe Andino (EUA)=11.87, 3-Miguel Pupo (BRA)=6.27
11: 1-Leonardo Fioravanti (ITA)=11.33, 2-Jordy Smith (AFR)=11.17, 3-Seth Moniz (HAV)=6.50
12: 1-Griffin Colapinto (EUA)=14.07, 2-Jack Robinson (AUS)=11.47, 3-Frederico Morais (PRT)=11.43

RESULTADOS DA SEGUNDA-FEIRA NA AUSTRÁLIA:

PRIMEIRA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=Segunda Fase:
1.a: 1-Brisa Hennessy (CRI)=8.96, 2-Courtney Conlogue (EUA)=8.50, 3-Bettylou Sakura Johnson (HAV)=5.20
2.a: 1-Tyler Wright (AUS)=13.40, 2-Bronte Macaulay (AUS)=9.67, 3-Gabriela Bryan (HAV)=7.80
3.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=12.83, 2-Carissa Moore (HAV)=10.50, 3-Mia McCarthy (AUS)=5.54
4.a: 1-Molly Picklum (AUS)=11.34, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=11.00, 3-Lakey Peterson (EUA)=8.73
5.a: 1-Johanne Defay (FRA)=9.30, 2-India Robinson (AUS)=7.90, 3-Luana Silva (HAV)=6.33
6.a: 1-Malia Manuel (HAV)=13.60, 2-Isabella Nichols (AUS)=11.57, 3-Tatiana Weston-Webb (BRA)=8.87

PRÓXIMAS BATERIAS DO MARGARET RIVER PRO: 

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=33.o lugar:
1.a: Kelly Slater (EUA), Jadson André (BRA), Jack Thomas (AUS)
2.a: Caio Ibelli (BRA)Deivid Silva (BRA), Ben Spence (AUS)
3.a: Miguel Pupo (BRA), Frederico Morais (PRT), Jacob Willcox (AUS)
4.a: Seth Moniz (HAV), Samuel Pupo (BRA), Matthew McGillivray (AFR)

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=17.o lugar:
1.a: Lakey Peterson (EUA), Luana Silva (HAV), Mia McCarthy (AUS)
2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Gabriela Bryan (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV)

TOP-22 DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR – 4 etapas:
1.o- Filipe Toledo (BRA) – 24.440 pontos
2.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 18.620
3.o- John John Florence (HAV) – 16.905
4.o- Kelly Slater (EUA) – 15.980
4.o- Barron Mamiya (HAV) – 15.980
6.o- Callum Robson (AUS) – 15.770
7.o- Italo Ferreira (BRA) – 15.480
8.o- Ethan Ewing (AUS) – 14.830
8.o- Caio Ibelli (BRA) – 14.830
10.o- Miguel Pupo (BRA) – 14.415
11.o- Seth Moniz (HAV) – 14.140
12.o- Griffin Colapinto (EUA) – 13.990
13.o- Jack Robinson (AUS) – 13.490
14.o- Jordy Smith (AFR) – 12.715
14.o- Kolohe Andino (EUA) – 12.715
16.o- Connor O´Leary (AUS) – 11.290
16.o- Nat Young (EUA) – 11.290
18.o- Jake Marshall (EUA) – 10.725
18.o- Samuel Pupo (BRA) – 10.725
20.o- Jackson Baker (AUS) – 9.300
21.o- Ezekiel Lau (HAV) – 8.735
21.o- Lucca Mesinas (PER) – 8.735
———–outros sul-americanos:
25.o- João Chianca (BRA) – 7.310 pontos
28.o- Deivid Silva (BRA) – 6.245
28.o- Jadson André (BRA) – 6.245
36.o- Miguel Tudela (PER) – 1.330
41.o- Gabriel Medina (BRA) – 1.060
41.o- Yago Dora (BRA) – 1.060

TOP-10 DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR 2022 – 4 etapas:
1.a- Carissa Moore (HAV) – 24.295 pontos
2.a- Tyler Wright (AUS) – 23.440
2.a- Brisa Hennessy (CRI) – 23.440
4.a- Lakey Peterson (EUA) – 19.105
5.a- Johanne Defay (FRA) – 18.980
6.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 17.830
7.a- Malia Manuel (HAV) – 17.765
8.a- India Robinson (AUS) – 14.710
9.a- Stephanie Gilmore (AUS) – 14.485
9.a- Courtney Conlogue (EUA) – 14.485

Vídeo: Gabriel Medina explica separação c/ Yasmin, relação com família e volta pro Mundial

Fonte: Globo Esporte

Confira as baterias do Round 01 do Margaret River Pro

Sem ondas no line-up Margaret River Pro. Crédito: © WSL / Hughes

A quinta parada da World Surf League (WSL) 2022 Championship Tour (CT), foi cancelada em seu dia de abertura devido a pequenas ondas no pico principal. Com a espera de um excelente swell para o restante da janela do evento, os organizadores da competição farão uma outra chamada amanhã para um possível início. 

MARGARET RIVER, WESTERN AUSTRALIA, AUSTRALIA – APRIL 23: (L to R) Bronte Macaulay of Australia, Carissa Moore of Hawaii Filipe Toledo of Brazil, Jack Robinson of Australia at the Press Conference of the Margaret River Pro on April 23, 2022 at Margaret River, Western Australia, Australia. (Photo by Matt Dunbar/World Surf League)
Margaret River Pro Men’s Round 1 :
HEAT 1: Callum Robson (AUS), Samuel Pupo (BRA), Imaikalani deVault (HAW)
HEAT 2: Barron Mamiya (HAW), Jackson Baker (AUS), Matthew McGillvray (ZAF)
HEAT 3: Kelly Slater (EUA), Ezekiel Lau (HAW), Ryan Callinan (AUS)
HEAT 4: John John Florence (HAW), Lucca Mesinas (PER), Jacob Willcox (AUS)
HEAT 5: Kanoa Igarashi (JPN), Conner Coffin (EUA), Ben Spence (AUS)
HEAT 6: Filipe Toledo (BRA), Owen Wright (AUS), Jack Thomas (AUS)
HEAT 7: Italo Ferreira (BRA), Jake Marshall (EUA), Jadson Andre (BRA) )
HEAT 8: Ethan Ewing (AUS), Nat Young (EUA), Deivid Silva (BRA)
HEAT 9: Caio Ibelli (BRA), Connor O’Leary (AUS), Morgan Cibilic (AUS)
HEAT 10: Miguel Pupo (BRA), Kolohe Andino (EUA), João Chianca (BRA) 
HEAT 11: Seth Moniz (HAW), Jordy Smith (ZAF), Leonardo Fioravanti (ITA)
HEAT 12: Griffin Colapinto (EUA), Jack Robinson (AUS), Frederico Morais (PRT)

Margaret River Pro Women’s Round 1:
HEAT 1: Brisa Hennessy (CRI), Courtney Conlogue (USA), Bettylou Sakura Johnson (HAW) 
HEAT 2: Tyler Wright (AUS), Gabriela Bryan (HAW), Bronte Macaulay (AUS) 
HEAT 3: Carissa Moore (HAW), Sally Fitzgibbons (AUS), Mia McCarthy (AUS)
HEAT 4: Lakey Peterson (USA), Stephanie Gilmore (AUS), Molly Picklum (AUS)
HEAT 5: Johanne Defay (FRA), India Robinson (AUS), Luana Silva (HAW)
HEAT 6: Tatiana Weston-Webb (BRA), Malia Manuel (HAW), Isabella Nichols (AUS

Confirmado, Medina volta em 2022

Conforme matéria publicada no Surfvix no dia 08 de fevereiro, em entrevista ao Esporte Espetacular agora final de abril, o tricampeão mundial fala do afastamento para tratar a saúde mental, da separação de Yasmin Brunet, da relação com a família e da preparação para retornar ao tour no dia 28 de maio.

Gabriel Medina em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Rafael Carneiro
Gabriel Medina em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Rafael Carneiro

Depois de ficar fora das 5 primeiras etapas da Liga Mundial de Surfe (WSL) para tratar a saúde mental, Gabriel Medina anunciou que está pronto para voltar ao circuito a partir da sexta prova da temporada. Em entrevista ao Esporte Espetacular, que vai ao ar neste domingo, o tricampeão anunciou que vai estar em ação na competição de G-Land, na Indonésia, que começa no dia 28 de maio.

– Estou motivado. Estou com a minha rotina de volta, de atleta, de acordar cedo, alimentar bem. Voltou tudo ao normal. Vamos nessa. Estou indo para a Indonésia, é uma etapa nova em G-Land. Isso me deixa ainda mais motivado – disse Medina.

Medina recebeu a equipe do EE em sua casa em Maresias-SP, em meio à preparação para retornar às competições. O surfista também falou do momento conturbado da vida pessoal, da separação da modelo Yasmin Brunet e da relação com sua mãe e com seu padrasto.

– Estou melhor. Fico feliz de estar me reencontrando. Aprendi bastante durante esse tempo que eu me afastei das competições, e eu sinto que estou 100%. Por isso que estou anunciando a minha volta. Estou animado , com saudades de competir, de viajar, naquele ambiente que eu vejo todos os meus amigos ali.

Apesar do longo tempo fora das competições, o paulista de 28 anos mostrou que está surfando em alto nível.

Gabriel Medina anuncia retorno ao circuito em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Rafael Carneiro
Gabriel Medina anuncia retorno ao circuito em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Rafael Carneiro

Fonte: GE

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