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15/10 23h05

Gabriel Medina pode ser tricampeão mundial em Portugal


Medina em Portugal em 2017

O MEO Rip Curl Pro Portugal começa nesta quarta-feira em Peniche e pode decidir os títulos mundiais de 2019, antes das etapas que irão fechar a temporada do World Surf League Championship Tour no Havaí. Para Gabriel Medina, o tricampeonato antecipado só será possível de acontecer, se ele chegar na final em Supertubos, o que já conseguiu duas vezes em oito participações nesta etapa. Já a havaiana Carissa Moore tem chances de conseguir o tetracampeonato nas semifinais da estreia do CT feminino em Peniche.

São dois cenários que podem colocar Gabriel Medina em um seleto grupo de apenas cinco surfistas que conseguiram três títulos, desde o início do Circuito Mundial de Surfe Profissional em 1976. O primeiro foi o australiano Mark Richards, tetracampeão em 1979/80/81/82. O segundo foi o californiano Tom Curren em 1985/86/90. Aí veio Kelly Slater repetindo o feito logo nos primeiros anos da divisão do circuito em Championship Tour e Qualifying Series, em 1992, 94 e 95, com 23 anos de idade somente. O maior fenômeno da história do esporte, ainda faturou outros oito títulos, sendo o único a emendar um pentacampeonato consecutivo em 1994/95/96/97/98, quando resolveu dar um tempo no Circuito Mundial.

O havaiano Andy Irons (in memoriam) foi o terceiro a igualar um tricampeonato seguido em 2002/03/04, como Mark Richards havia conseguido no início do Circuito Mundial. Já o último a entrar nesta lista foi o australiano Mick Fanning, campeão em 2007, 2009 e 2013. São duas possibilidades para Gabriel Medina entrar neste grupo já no MEO Rip Curl Pro Portugal, antes mesmo do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada 2019 em dezembro no Havaí.

Para isso, precisa chegar na final em Supertubos, o que já conseguiu duas vezes, ambas enfrentando Julian Wilson. O australiano o derrotou em 2012, mas Medina deu o troco em 2017 e no ano passado parou nas semifinais, sendo barrado pelo defensor do título, Italo Ferreira. Uma segunda vitória em Portugal pode lhe garantir o tricampeonato mundial se o vice-líder, Filipe Toledo, não tiver chegado nas quartas de final e o número 4 do ranking, Italo Ferreira, não for o outro finalista igualmente pela terceira vez, pois foi campeão no ano passado e vice em 2015, na decisão brasileira com Filipe Toledo.


Gabriel Medina em Portugal em 2017

Os três principais concorrentes já têm vitórias em Portugal. O tricampeonato antecipado também pode acontecer com a simples passagem de Medina para a grande final, desde que Filipe tenha perdido até a terceira fase e não consiga um nono lugar nas oitavas de final, se Italo não tiver chegado nas quartas de final, senão poderá igualar seus 54.485 pontos com uma vitória no Havaí, forçando uma bateria extra para definir o campeão em Pipeline. Além disso, o sul-africano Jordy Smith e o californiano Kolohe Andino, não poderão ter passado para as semifinais, o que também levaria a decisão do título para o Billabong Pipe Masters.

DECISÃO NO HAVAÍ – Isso acontecerá também com qualquer outro resultado de Medina em Portugal, que não seja o segundo lugar ou a vitória. Se ele repetir a terceira posição do ano passado, quando perdeu nas semifinais, Filipe segue na briga mesmo ficando em último no MEO Rip Curl Pro, mas o australiano Owen Wright e o francês Jeremy Flores, estariam fora. O havaiano John John Florence também, pois não vai competir em Portugal. Para seguirem com chances de título no Havaí, Italo Ferreira teria que chegar nas oitavas de final, Jordy Smith e Kolohe Andino nas quartas de final e o japonês Kanoa Igarashi vencer o campeonato.

Caso Medina termine em quinto lugar nas quartas de final, Filipe Toledo automaticamente segue vivo na batalha com qualquer resultado, mas Italo, Jordy e Kolohe terão que chegar nas oitavas de final para também terem chances de serem campeões mundiais em Pipeline, enquanto Kanoa Igarashi e Owen Wright necessitarão da vitória para isso. Se Medina perder em nono lugar nas oitavas de final, Filipe, Italo e Jordy, seguem na briga mesmo sem passar nenhuma bateria em Portugal, Kolohe precisará de um nono lugar, Kanoa chegar na final e Owen vencer o MEO Rip Curl Pro. Se ficar em 33.o ou 17.o, Kolohe entra no grupo dos automaticamente na briga, Kanoa e Owen terão que chegar nas semifinais e Jeremy vencer.

PRIMEIRA FASE DO MEO RIP CURL PRO PORTUGAL:

——–1.o e 2.o=Terceira Fase e 3.o=Segunda Fase

1.a: Kanoa Igarashi (JPN), Willian Cardoso (BRA), Ricardo Christie (NZL)

2.a: Kolohe Andino (EUA), Griffin Colapinto (EUA), Soli Bailey (AUS)

3.a: Italo Ferreira (BRA)Yago Dora (BRA), Frederico Morais (PRT)

4.a: Jordy Smith (AFR), Caio Ibelli (BRA),

5.a: Filipe Toledo (BRA), Ezekiel Lau (HAV),

6.a: Gabriel Medina (BRA), Joan Duru (FRA),

7.a: Owen Wright (AUS), Jack Freestone (AUS), Jadson André (BRA)

8.a: Jeremy Flores (FRA), Deivid Silva (BRA), Leonardo Fioravanti (ITA)

9.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Jessé Mendes (BRA)

10: Seth Moniz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Peterson Crisanto (BRA)

11: Ryan Callinan (AUS), Wade Carmichael (AUS), Sebastian Zietz (HAV)

12: Kelly Slater (EUA), Michel Bourez (TAH), Michael Rodrigues (BRA)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 9 etapas:

01: Gabriel Medina (BRA) – 48.015 pontos

02: Filipe Toledo (BRA) – 45.730

03: Jordy Smith (AFR) – 43.515

04: Italo Ferreira (BRA) – 42.400

05: Kolohe Andino (EUA) – 41.250

06: Kanoa Igarashi (JPN) – 35.430

07: Owen Wright (AUS) – 34.780

08: John John Florence (HAV) – 33.220

09: Jeremy Flores (FRA) – 31.450

10: Julian Wilson (AUS) – 29.525

11: Ryan Callinan (AUS) – 27.535

11: Seth Moniz (HAV) – 27.535

13: Kelly Slater (EUA) – 27.035

14: Michel Bourez (TAH) – 24.835

15: Wade Carmichael (AUS) – 23.705

16: Adrian Buchan (AUS) – 23.500

17: Conner Coffin (EUA) – 21.355

18: Deivid Silva (BRA) – 20.855

19: Jack Freestone (AUS) – 20.705

20: Willian Cardoso (BRA) – 19.930

21: Griffin Colapinto (EUA) – 19.640

22: Yago Dora (BRA) – 19.365

——–outros brasileiros:

23: Caio Ibelli (BRA) – 19.075 pontos

26: Michael Rodrigues (BRA) – 16.585

28: Peterson Crisanto (BRA) – 15.810

29: Jessé Mendes (SP) – 13.820

31: Jadson André (RN) – 12.190

35: Adriano de Souza (SP) – 8.995

42: Mateus Herdy (SC) – 1.860

44: Krystian Kymerson (ES) – 1.330

52: Alex Ribeiro (SP) – 265

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