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11/03 13h44

Entenda como será a classificação dos surfistas para a Olimpíada de Tóquio 2020

Modalidade é uma das cinco estreantes que têm a missão de revitalizar o programa olímpico


Gabriel Medina é um dos favoritos para o time Brasil I Foto: WSL

O surfe é um dos cinco esportes que estreiam na Olimpíada de Tóquio 2020 com a missão de ajudar a rejuvenescer o programa olímpico. Cercada de expectativas pelas características peculiares da modalidade, em que a natureza desempenha papel fundamental, a disputa acontecerá na praia de Tsurigasaki, em Chiba, a 60km da capital japonesa.

A competição olímpica contará com 20 homens e 20 mulheres, sendo que cada país pode inscrever no máximo dois competidores por gênero, ou seja, o Brasil levará 2 masculinos e 2 femininos apenas. Serão apenas dois dias de disputa e a organização tem todo o período das Olimpíadas para realizar as baterias – janela mais generosa do que as adotadas no Circuito Mundial da WSL.

O formato adotado em Tóquio será o tradicional, com quatro surfistas disputando cada bateria e os dois melhores avançando à fase seguinte. As baterias terão entre 20 e 25 minutos de duração, dependendo das condições do mar.

A disputa pelas vagas do Brasil na competição promete ser acirrada. No masculino, o país vive um momento de protagonismo no circuito, com nomes fortes como o bicampeão mundial Gabriel Medina, o campeão mundial Adriano de Souza, Filipe Toledo, entre outros tantos nomes de peso. No feminino, o país ganhou o reforço de Tatiana Weston-Webb, nascida no Rio Grande do Sul mas criada no Havaí, que decidiu competir com a bandeira brasileira. Tatiana compõe, ao lado de Silvana Lima e Tainá Hinckel, a equipe brasileira que buscará uma das vagas em Tóquio.


Tatiana também é a mulher com mais chances de fazer parte do time Brasil I Foto: WSL

O sistema de classificação definido pela Associação Internacional de Surfe (ISA, na sigla em ingês) e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), seguirá a ordem hierárquica abaixo:

Championship Tour de 2019: os primeiros 10 homens elegíveis e as primeiras oito mulheres elegíveis.

ISA World Surfing Games de 2020: os primeiros quatro homens elegíveis e as primeiras seis mulheres elegíveis.

ISA World Surfing Games de 2019: quatro homens e quatro mulheres selecionados de acordo com seu continente.

África, Ásia, Europa e Oceania: Primeiro surfista elegível de cada gênero

Jogos Pan-Americanos Lima 2019: o primeiro homem elegível e a primeira mulher elegível.

Copa da Nação Anfitriã: será realizada uma competição no Japão para definir os dois representantes do país-sede (um no masculino e um no feminino), a não ser que algum surfista japonês garanta sua classificação por outro evento. Nesse caso, essas vagas serão reservadas para competidores do ISA Surfing Games de 2020.

Em suma, caso o Brasil tenha 2 atletas brasileiros classificados entre os 10 melhores do mundo no WT, anula-se as demais seletivas pro nosso país, pois ambos estariam automaticamente escalados para as Olimpíadas de 2020.

A título de exemplo, se o ano passado 2018, fosse da classificação e corte, Gabriel Medina e Filipe Toledo estariam dentro das Olimpíadas e não haveria necessidade de seletivas, todos os demais estariam fora, uma vez que os dois terminaram entre os 10 melhores no ranking e foram o primeiro e segundo melhores brasileiros classificados no mesmo ranking.
Ítalo Ferreira que figurou a quarta colocação, atrás do Filipe, mesmo entre os top 10 da WSL, estaria automaticamente desclassificado para Tóquio 2020. O mesmo modelo servirá para o feminino até a top 8.

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