Notícias

11/12 13h22

Medina está “preso” no Hawaii, e Filipe busca força na família pelo título mundial

Estratégia dos brasileiros para ficar com o título mundial em Pipeline não começa no mar e sim em casa, com a família ao lado na última etapa do Circuito no Havaí


Foto: Henrique Daniel

Gabriel Medina e Filipe Toledo são a esperança de o Brasil conquistar mais um título mundial no surfe. E as estratégias de cada um para sair do Havaí com posto de número 1 não começam no mar. Começam em casa. No caso do Filipinho, como um bom pai de família, ele trouxe a esposa e os dois filhos para passarem a temporada com ele na Ilha de Oahu. Enquanto Medina adotou a receita que deu certo no título de 2014: um regime de concentração traçado pelo técnico/padrasto Charles Saldanha, que ficou conhecido como a “prisão do Charlão”.

– Ele (Charles) me deixa na prisão. Ele me blinda ali de tudo o que está acontecendo, para eu entrar no túnel. O túnel é da casa para o mar, do mar pra casa. E fica só a gente. Até a minha família tem horário para me visitar. E eu acho que isso me ajuda bastante. Eu fico concentrado, eu fico só pensando na hora da competição, vivo muito o campeonato antes de começar. Então esse túnel é importante pra mim e ele sabe como me blindar. Já funcionou antes. Eu confio muito nele – explicou Medina.


Medina e o pai observam o mar no Havaí — Foto: Henrique Daniel

Gabriel está ficando na casa do seu patrocinador, na praia onde quebra a onda de Pipeline, com o Charlão. O campeão mundial tem horário para visitar a família, que está hospedada em outra casa. O Charles brinca que ele saiu do regime ‘fechado’ para o ‘semiaberto’:

– Eu sempre falo, a gente tem que repetir o que deu certo. Nós temos a casa onde a família vai ficar, a gente faz visita. É como prisão né. Tem uma frase do (técnico) Bernardinho que diz: “ao campeão, o desconforto”. Então essa é uma nova frase para ele: ao campeão, a prisão. Ele vai ficar preso, focado. Só tem que pensar no surfe. Ele só tem que pensar em duas coisas agora: ganhar e ganhar. O pensamento é esse. E agora é foco total, prisão, e eu vou junto.


Filipe Toledo, a esposa e a filha estão juntos também — Foto: Divulgação

Filipinho é pai de Mahina e Koa, de 2 anos e de 7 meses, respectivamente. Para não ficar tanto tempo longe da família, o surfista de 23 anos e a esposa Ananda trouxeram os dois pequenos para o Havaí, além do pai do Filipe, Ricardo Toledo.

– Gosto muito de ter minha família ao lado. É sempre bom poder dar um beijo e um abraço na esposa ou filho quando as coisas não vão bem. Meu pai sempre esteve ao meu lado, foi três vezes campeão brasileiro de surfe e me ajuda demais. Você se preocupar apenas com ir para o mar fazer o que mais ama é a melhor coisa. Ele sempre me deixa bem à vontade e me passa a confiança que preciso, para ir lá e fazer o que mais gosto – disse Filipinho, que mora na Califórnia.

Filipe está empatado com Julian na segunda posição no ranking, a 4.740 pontos do Gabriel (uma vitória vale 10.000 pontos). Se o Medina chegar na final, ele é bicampeão mundial. Para o Felipe levar o seu primeiro caneco, ele tem que: vencer a etapa e o Gabriel não passar das semis ou chegar em segundo e o Medina não passar das quartas.

Matéria reprodução do Globoesporte.com

Por Administrador
Compartilhar

Veja também

As finais do Mundial de Surf batem recorde de audiência na história da World Surf League

continue lendo

Mais um dia épico em Regência, 15/09/2021

continue lendo

Medina pensa em pausar as competições em 2022, entenda

continue lendo

Meninas surfam em Regência clássica!

continue lendo

Comentários:

Instagram