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29/09 15h27

Australiano barra brasileiros e vence o QS de Portugal

Ryan Callinan deixou Gabriel Medina nas semifinais e Deivid Silva nas quartas antes da decisão do QS 10000 EDP Billabong Pro Ericeira


Ryan Callinan (vermelho) e Kanoa Igarashi (Azul)

O australiano Ryan Callinan deixou os brasileiros pelo caminho da sua vitória no QS 10000 EDP Billabong Pro Ericeira neste sábado na Praia Ribeira D´Ilhas, em Portugal. Antes de bater o japonês Kanoa Igarashi na decisão do título, ele barrou o campeão mundial Gabriel Medina nas semifinais, depois de passar pelo também paulista Deivid Silva nas quartas de final. Já o peruano Alonso Correa ficou nas oitavas e os dois finalistas assumiram a dianteira no ranking do WSL Qualifying Series, com Kanoa na frente e o campeão em segundo lugar. Esta foi a última etapa com pontuação máxima antes dos dois QS 10000 da Tríplice Coroa Havaiana.

“É com isso que sempre sonhamos né”, disse Ryan Callinan. “Pegar essa última onda num momento decisivo foi incrível e estou impressionado com as ondas aqui. Este é um grande passo para conseguir meu objetivo e estou muito emocionado. Este ano tem sido demais pra mim. Eu nunca tinha vencido um evento antes e esta é minha segunda vitória na temporada. Eu me senti em casa aqui, deu boas ondas todos os dias e foi tudo fantástico para mim”.

A decisão do título teve um início meio lento, mas a disputa esquentou depois com os dois surfistas achando boas ondas para mostrarem o seu surfe no pointbreak de direitas de Ribeira D´Ilhas. O japonês Kanoa Igarashi ganhou a maior nota da bateria, 8,17, mas na soma das duas ondas computadas, o 7,30 e 7,83 recebidos nas últimas ondas de Ryan Callinan, garantiram a vantagem do australiano por 15,13 a 14,94 pontos. Com os 10.000 pontos da vitória, Callinan saiu da penúltima posição na lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite do Championship Tour, para o segundo lugar no ranking que passou a ser liderado por Kanoa Igarashi.


Kanoa Igarashi destruindo as ondas

“Estou sentindo que finalmente tenho conseguido surfar como eu quero”, disse Kanoa Igarashi. “Este é um ano que eu queria provar para mim mesmo que poderia surfar melhor, então espero que continue assim. Quando o Ryan (Callinan) bateu o Gabriel (Medina), eu sabia que teria que fazer o meu melhor surfe para ganhar dele. Mas, infelizmente, eu não consegui encontrar as ondas que eu precisava para isso. Mesmo assim, estou feliz pelo desempenho e o segundo lugar também é um resultado excelente”.

BRASILEIROS BARRADOS – No caminho até a grande final, o campeão Ryan Callinan barrou os dois únicos brasileiros que chegaram no último dia do QS 10000 EDP Billabong Pro Ericeira. A primeira vítima foi o paulista Deivid Silva, que chegou em antepenúltimo lugar no G-10 e perdeu esse confronto direto com o australiano que estava em penúltimo. Foi uma bateria fraca de ondas, encerrada com um baixo placar de 9,50 a 8,06 pontos. Mesmo com a derrota em quinto lugar, Deivid Silva já havia saltado da rabeira da lista para o sexto lugar no ranking.

Gabriel Medina entrou na disputa seguinte e o campeão mundial teve trabalho para vencer a melhor bateria do sábado, pois Ribeira D´Ilhas bombou altas ondas no segundo duelo Brasil x Austrália do dia. Ele detonou uma direita com uma série interminável de manobras modernas e progressivas para ganhar nota 9,07, que somou com o 7,83 que já havia recebido, para totalizar 16,90 pontos. O australiano Ethan Ewing ainda conseguiu a maior nota do campeonato – 9,43 – mas só atingiu 15,66 pontos com ela e Medina seguiu para as semifinais.


Gabriel Medina foi parado pelo campeão da etapa

A irregularidade do mar voltou a prejudicar o terceiro confronto Brasil x Austrália do sábado. Ryan Callinan teve mais sorte de pegar uma onda melhor no início que valeu nota 7,00. Depois, ganhou um 5,17 para vencer por uma pequena vantagem de 12,17 a 11,97 pontos. Medina ganhou notas 6,10 e 5,87 nas duas primeiras que surfou e depois não conseguiu aumentar o placar, só completando mais uma onda até o fim que recebeu 5,77.

Agora, o campeão mundial muda o foco para a reta final do World Surf League Championship Tour. Ele venceu as duas últimas etapas e vai defender o título nas duas da “perna europeia” que começa nesta semana, pois foi o campeão do Quiksilver Pro France e também do MEO Rip Curl Pro Portugal no ano passado. A expectativa é grande para a conquista do terceiro título mundial do Brasil esse ano, com a grande vantagem que o líder Filipe Toledo e Medina já abriram do australiano Julian Wilson e do potiguar Italo Ferreira.

MUDANÇAS NO G-10 – Quem também competiu no último dia do QS 10000 EDP Billabong Pro Ericeira foi o peruano Alonso Correa. Ele entrou na segunda bateria do sábado para disputar a sexta oitava de final e não conseguiu achar boas ondas contra o italiano Leonardo Fioravanti, que venceu fácil por 15,33 a 9,73 pontos. Mesmo assim, o nono lugar em Portugal foi um bom resultado, que levou Alonso Correa da 82.a para a 39.a posição no ranking, passando a ser peruano mais bem colocado no WSL Qualifying Series 2018.


Deivid Silva a poucos passos do WT 2019

Na batalha pelas dez vagas que vão completar a elite dos top-34 da World Surf League em 2019, o resultado do QS 10000 de Portugal provocou duas mudanças de nomes. O italiano Leonardo Fioravanti e o australiano Ethan Ewing tiraram dois australianos da lista, Jack Freestone e Reef Heazlewood. O Brasil permanece com quatro surfistas no G-10, o paranaense Peterson Crisanto que caiu do segundo para o quinto lugar no ranking, o paulista Deivid Silva que subiu de 11.o para sexto, o potiguar Jadson André que desceu de quinto para sétimo e o catarinense Alejo Muniz que despencou da sexta para a décima posição.

O atual campeão sul-americano da WSL South America, Thiago Camarão, estava na porta de entrada do G-10 seguido pelos também paulistas Alex Ribeiro e Miguel Pupo e os três caíram no ranking. Camarão foi do 14.o para o 19.o lugar na classificação geral das cinquenta etapas completadas em Portugal. O WSL Qualifying Series tem agora um QS 3000 acontecendo nas Filipinas até o dia 7 de outubro, depois vem as etapas da “perna sul-americana” de fim de ano da WSL South America.

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 50 etapas em 20 países:

1.o: Kanoa Igarashi (JPN) – 24.750 pontos e top-22 do CT

2.o: Ryan Callinan (AUS) – 19.360

3.o: Griffin Colapinto (EUA) – 18.650 e top-22 do CT

4.o: Seth Moniz (HAV) – 17.750

5.o: Peterson Crisanto (BRA) – 17.600

6.o: Deivid Silva (BRA) – 14.450

7.o: Jadson André (BRA) – 14.160

8.o: Jorgann Couzinet (FRA) – 13.660

9.o: Ethan Ewing (AUS) – 12.730

10: Alejo Muniz (BRA) – 12.710

11: Leonardo Fioravanti (ITA) – 12.560

12: Mikey Wright (AUS) – 12.405 e top-22 do CT

13: Evan Geiselman (EUA) – 12.210

——–próximos sul-americanos até 100:

19: Thiago Camarão (BRA) – 9.190 pontos

21: Michael Rodrigues (BRA) – 9.100

22: Alex Ribeiro (BRA) – 9.000

23: Miguel Pupo (BRA) – 8.920

28: Bino Lopes (BRA) – 8.110

29: Weslley Dantas (BRA) – 8.085

39: Alonso Correa (PER) – 7.285

42: Yago Dora (BRA) – 6.900

44: Lucca Mesinas (PER) – 6.780

47: Gabriel Medina (BRA) – 6.500

50: Marco Fernandez (BRA) – 6.240

52: Jessé Mendes (BRA) – 6.100

53: Flavio Nakagima (BRA) – 6.090

57: Krystian Kymerson (BRA) – 5.990

63: Victor Bernardo (BRA) – 5.720

66: Mateus Herdy (BRA) – 5.600

68: Miguel Tudela (PER) – 5.460

69: Ian Gouveia (BRA) – 5.450

70: Jeronimo Vargas (BRA) – 5.330

72: Italo Ferreira (BRA) – 5.200

76: Willian Cardoso (BRA) – 5.150

78: Wiggolly Dantas (BRA) – 4.850

80: Adriano de Souza (BRA) – 4.700

83: Tomas Tudela (PER) – 4.440

85: Tomas Hermes (BRA) – 4.400

86: Santiago Muniz (ARG) – 4.355

92: Rafael Teixeira (BRA) – 4.230

93: Marcos Correa (BRA) – 4.065

94: Luel Felipe (BRA) – 3.930

98: Marco Giorgi (URU) – 3.830

99: Lucas Silveira (BRA) – 3.820

Por Administrador
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