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08/01 00h09

WSL cobrará por transmissão? – confira a entrevista

E o Brasil é o maior mercado da WSL, segundo Joe Carr, líder de estratégia internacional da liga

Dos octógonos para as ondas. Em agosto, a World Surf League (WSL) anunciou que Joe Carr seria seu novo líder de estratégia internacional. O americano de Boston era, desde 2012, vice-presidente sênior internacional do UFC.

Em entrevista por e-mail ao RADICAIS, Joe Carr revela que o Brasil é o maior mercado da WSL e diz que tem planos ambiciosos para a entidade e em especial para nosso país.

– Acredito que temos uma oportunidade real de chegar ao top-3 dos esportes no mercado brasileiro.


Brasil é considerado é o maior mercado da WSL, segundo Carr

Confira a íntegra da entrevista.

Você vê alguma semelhança entre o surfe e as artes marciais mistas?

Eu vejo muitas similaridades entre os dois, o que tornou a oportunidade na WSL ainda mais atraente. Os dois esportes são conduzidos pela individualidade dos atletas – as personalidades, rivalidades e protagonismos. O surfe e as artes marciais (em especial o jiu-jitsu) compartilham um estilo de vida que não é visto no esportes coletivos tradicionais. Surfistas e praticantes de artes marciais normalmente surfam e treinam em uma rotina diária e continuam fazendo isso por muito tempo. O UFC e a WSL também têm em comum três dos seus quatro principais mercados: EUA, Brasil e Austrália.


Joe Carr entre os lutadores do UFC

O que você já pode adiantar sobre os seus planos para desenvolver a WSL nos próximos anos?

Acho que você verá nosso conteúdo de mídia amadurecer nos próximos anos, tanto na perspectiva de criação quanto distribuição. Na criação, teremos um investimento no conteúdo digital mais instantâneo, assim como no material mais amplo e com enfoque no estilo de vida. Fizemos um ótimo trabalho construindo uma audiência fiel no app e no site da WSL nos últimos anos, mas ainda temos relativamente poucos parceiros tradicionais de mídia ao redor do mundo. Criar essas parcerias será essencial para o nosso crescimento internacional, assim como ter marcas locais em cada região – marketing, comunicações, mídia social, etc. A WSL sempre será conduzida pelos seus atletas, então precisamos fazer um trabalho melhor para divulgar o perfil de nossos surfistas.

A WSL divulgou recentemente o seu calendário para 2018, com a entrada de eventos na Indonésia e na piscina de ondas de Kelly Slater. Onde você gostaria de ver o circuito indo nos próximos anos? Há planos de aumentar o número de etapas?

O CT vai continuar com seu número anual de eventos nos próximos anos, mas os locais podem variar a cada ano dependendo de uma variedade de fatores. Vemos muito potencial nos circuitos do QS, o Pro Júnior e o longboard. A demanda por eventos cresceu na América Latina, sul da Europa e sudoeste asiático, então estamos reposicionando os circuitos e usando esses produtos para crescer internacionalmente.

A WSL tem planos de criar um conteúdo pay per view e passar a cobrar pela transmissão das etapas?

Apesar do surfe profissional ter cerca de 40 anos, a marca da WSL ainda é nova. Estamos ainda num processo de conquistar fãs, então passar a cobrar por nosso conteúdo agora não teria muito sentido. Não temos planos imediatos envolvendo PPV, mas vamos continuar a desenvolver produtos que aumentem a experiência dos nossos fãs. A expectativa é que os eventos da WSL estejam disponíveis em diversas plataformas em cada mercado.

Quando divulgou sua chegada, a WSL anunciou que você teria planos para desenvolver a liga e o esporte no Brasil. O que você pode falar sobre seus planos e objetivos para o país?

Se você olha para o nosso tráfego digital, o Brasil, e não os EUA, é na verdade o maior mercado da WSL. O Brasil tem tudo que você poderia pedir em um mercado: cultura do surfe, um longo litoral e uma abundância de talentos. Agora a WSL precisa investir para alimentar nossa base brasileira de fãs, com conteúdo local relevante, um site em português, redes sociais da WSL dedicadas ao Brasil. Precisamos também fortalecer nossas relações estratégicas com a mídia e parceiros corporativos, assim como desenvolver as comunicações locais para garantir uma consistente cobertura editorial. Vamos continuar a promover nossos atletas do CT, enquanto também trabalhamos com a Confederação Brasileira de Surfe para apoiar a nova geração de surfistas brasileiros. O mercado de esportes nos EUA é muito embolado, então é sempre desafiador para um esporte de nicho se tornar mainstream. O cenário dos esportes no Brasil é mais simples – é futebol e o resto -, então acredito que temos uma oportunidade real de chegar ao top-3 dos esportes neste mercado.

Você surfa?

Sim, mas sou constrangedoramente ruim.


Montagem do palanque da WSL em Saquarema 2017

FONTE: Entrevista para o RADICAIS, OGlobo.com.br

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