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15/10 17h24

Gabriel Medina é o rei da França!

Medina saltou da oitava para a terceira posição no Jeep WSL Ranking com o título no Quiksilver Pro e Carissa Moore também entrou na briga do título mundial com o bi em Hossegor

A multidão que lotou a praia La Graviere no sábado, viu Gabriel Medina despachar John John Florence com um aéreo incrível nas semifinais e também derrotar outro havaiano, Sebastian Zietz, para conquistar sua terceira vitória no Quiksilver Pro France em sua terceira final consecutiva em Hossegor. Com o título em sua quinta decisão na etapa francesa do World Surf League Championship Tour, Medina saltou da oitava para a quarta posição no ranking e entra na briga do título mundial nesta reta final da temporada. O próximo desafio dos homens já começa na sexta-feira em Portugal.A havaiana também ganhou chances de buscar o tetracampeonato com o bi conquistado no Roxy Pro France contra a americana Lakey Peterson.

“Estou muito feliz, pois trabalhei bastante antes desse evento e é muito bom ganhar novamente aqui. Este é um lugar realmente especial para mim”, disse Gabriel Medina. “Foi um evento ótimo, com boas ondas todos os dias e estou muito feliz pela vitória. Não estou pensando em ranking ou título mundial, eu só quero fazer o meu melhor em todos os eventos. Eu prometi a mim mesmo que eu tinha que ganhar um evento este ano e finalmente consegui”.

No sábado, as ondas baixaram para 3-4 pés, mas continuaram apresentando boa formação em La Graviere para finalizar a nona etapa da corrida pelos títulos mundiais masculino e feminino da World Surf League na França. Gabriel Medina continuou usando a potência do seu backside nas direitas de La Graviere e a variedade das suas manobras de borda para liquidar seus oponentes. A primeira vítima foi Joel Parkinson, que não surfou nada na bateria das quartas de final e Medina passou fácil por uma larga vantagem de 15,20 a apenas 1,20 pontos.

“É sempre muito bom para mim voltar aqui pra França”, continou Gabriel Medina. “Eu adoro este tipo de beach break, com ondas fortes. São parecidas com as que tenho em casa (Maresias, São Sebastião-SP), então me sinto muito confortável aqui. Esta é minha terceira vitória aqui e isso é incrível. Fico feliz por ter chances agora de conseguir o título mundial e agora é focar em Portugal. Todo mundo começa do zero lá, então vamos com tudo para tentar outro bom resultado lá”.

Depois, veio o grande clássico do surfe mundial no momento, com o surfista que vinha batendo recordes a cada bateria com seus voos espetaculares, John John Florence. Mas, quem fez o aéreo mais incrível e muito difícil de ser completado foi Gabriel Medina, que com a nota 8,57 dessa sua segunda onda, atingiu insuperáveis 16,40 pontos. O havaiano ainda ganhou a maior nota da bateria – 9,00 – mas não conseguiu trocar o 7,00 que tinha recebido na onda anterior e terminou em terceiro lugar na França. John John já tinha recuperado a primeira posição no ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader em Portugal.

“Foi uma bateria boa, muito divertida e é sempre interessante competir contra o Gabe (Medina)”, disse John John Florence. “Eu cometi alguns erros nas ondas que surfei no início da bateria e isso me custou caro. Mas, não me abati e acabei conseguindo surfar algumas ondas boas na bateria. Agora vamos para Portugal e estou muito confiante para buscar outra vitória lá. As ondas aqui na França estavam incríveis e espero que lá também seja assim”.

Na grande final, Medina também não deu qualquer chance para o havaiano Sebastian Zietz, que barrou Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Nas semifinais ele passou bem pelo americano Kolohe Andino, algoz de Caio Ibelli na quarta fase, mas não achou boas ondas na decisão do título. Ele não conseguiu tirar nenhuma nota 5,00 nas cinco que surfou, enquanto Gabriel Medina ia aumentando a vantagem a cada apresentação. Nas duas melhores, recebeu notas 8,17 e 7,83 para conquistar sua terceira vitória em cinco finais disputadas no Quiksilver Pro France, por 16,00 a 9,30 pontos.

“As ondas estavam incríveis nesse evento e estou superfeliz pelo resultado”, destacou Sebastian Zietz. “Eu acho que o Gabriel (Medina) e o John John (Florence) são provavelmente os melhores surfistas do circuito, então eu sabia que ia ser muito difícil enfrentar o Gabriel numa final. Eu, infelizmente, não consegui surfar bem nenhuma onda na bateria, não consegui nem uma nota 5 pelo menos, mas está tudo bem porque consegui um troféu e o segundo lugar também é um grande resultado”.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Esta foi a primeira vitória de Gabriel Medina na temporada 2017, mas a quarta do Brasil nas nove etapas completadas na França e a segunda consecutiva, pois Filipe Toledo foi o campeão da antes dessa, o Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos. Filipe já tinha vencido o Corona J-Bay Open na África do Sul e Adriano de Souza conquistado sua segunda vitória no Oi Rio Pro, que mudou para Saquarema esse ano. Os três estão entre os oito surfistas que ainda têm chances matemáticas de conseguir o título mundial esse ano, mas apenas os três primeiros colocados vão brigar pela ponta do ranking no MEO Rip Curl Pro Portugal, que começa na próxima sexta-feira nas ondas de Supertubos, em Peniche.

O único brasileiro que pode chegar no Havaí com a lycra amarela do Jeep WSL Leader é Gabriel Medina. A possibilidade existe, mas será difícil de acontecer, pois o brasileiro já necessita unicamente da vitória em Portugal. Além disso, o líder John John Florence não poderá passar da terceira fase e o vice, Jordy Smith, não chegar nas quartas de final. Até porque John John foi o campeão do MEO Rip Curl Pro Portugal no ano passado e está em excelente fase, saindo da França como recordista absoluto, com as maiores notas e placares do Quiksilver Pro.

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – 9 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 49.900 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 47.600

3.o: Gabriel Medina (BRA) – 40.750

4.o: Owen Wright (AUS) – 39.850

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 38.200

6.o: Julian Wilson (AUS) – 37.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

8.o: Filipe Toledo (BRA) – 34.950

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 31.850

10: Kolohe Andino (EUA) – 30.000

11: Sebastian Zietz (HAV) – 29.750

12: Mick Fanning (AUS) – 28.300

13: Frederico Morais (PRT) – 26.400

14: Adrian Buchan (AUS) – 25.250

15: Connor O´Leary (AUS) – 25.200

16: Joan Duru (FRA) – 23.400

17: Michel Bourez (TAH) – 22.450

18: Jeremy Flores (FRA) – 21.450

19: Caio Ibelli (BRA) – 20.500

20: Bede Durbidge (AUS) – 20.200

21: Conner Coffin (EUA) – 19.750

22: Wiggolly Dantas (BRA) – 18.700

———–outros brasileiros:

23: Italo Ferreira (BRA) – 16.450 pontos

25: Ian Gouveia (BRA) – 14.250

27: Miguel Pupo (BRA) – 14.200

30: Jadson André (BRA) – 11.750

35: Yago Dora (BRA) – 7.000

38: Jessé Mendes (BRA) – 2.250

43: Bino Lopes (BRA) – 1.000

44: Samuel Pupo (BRA) – 500

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