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08/09 23h52

WSL realiza reunião com surfistas e avalia novo formato para o Circuito Mundial

Entidade avalia possibilidade de campeonato começar em fevereiro em Pipeline e terminar em Teahupoo, sendo a decisão na Indonésia, e ter uma temporada de 3 meses na divisão de acesso

A Liga Mundial de Surfe (WSL) tem estudado mudanças e avalia um novo formato para o Circuito Mundial. A entidade que rege o surfe se reuniu com os atletas nesta semana e apresentou o modelo, no entanto, ainda não há uma confirmação oficial.
A revista especializada “Stab Mag” publicou alguns detalhes discutidos no encontro da WSL com os surfistas, e a notícia traz um grande impacto no atual formato.
A WSL avalia possibilidade de o CT começar em Pipeline, no Havaí, e terminar em Teahupoo, no Taiti. O campeão mundial seria definido em um evento único nas ilhas Mentawais, na Indonésia, que hoje faz parte apenas do calendário do QS.

Temporada na elite começando em Pipeline

O CT, hoje disputado como um campeonato de pontos corridos, é uma volta ao mundo em 11 etapas, sendo a derradeira na mítica Pipeline, no North Shore de Oahu. A ideia é, ao invés de usar o local para o encerramento, ter a meca do surfe como palco da abertura da temporada em fevereiro.

Evento único define campeão mundial

As mudanças radicais podem beneficiar surfistas que nunca sentiram o gosto de ser campeões mundiais, porém, alguns consideram injusto a decisão ser feita em um único evento. Uma das possibilidade é trazer novamente a Indonésia para o calendário na elite. Atualmente, apenas o QS recebe etapas no arquipélago, em picos como Keramas e as Mentawai.


Mentawai – Indonésia

Só os melhores

Apenas os mais bem ranqueados ganharão a chance de disputar o campeonato, no qual será conhecido o novo campeão mundial. Provavelmente, serão os seis primeiros do ranking mundial masculino e o top 4 da tabela entre as mulheres.

Escada rumo ao topo

Segundo informou a “Stab”, o sexto do ranking mundial enfrentaria o quinto, o vencedor do duelo teria o quarto colocado pela frente e por aí vai. Quem seguir adiante encontrará o número um para definir o campeão mundial da temporada.

QS com temporada de três meses

A divisão de acesso (QS) também poderá ter alterações e poderá ter uma temporada de apenas 3 meses, de setembro a dezembro, terminando no Havaí, a princípio, na Tríplice Coroa Havaiana. Atualmente, o circuito conta com 55 etapas em todo o mundo, entre janeiro e dezembro. Os vencedores ganham de 1.000 a 10.0000 pontos, dependendo da competição.

O ano começaria logo a seguir à decisão do título mundial na elite, usando como modelo ligas menores de outras modalidades, permitindo um bom nível técnico de disputa e abrir espaço aos surfistas do CT que queiram competir, treinar ou se reclassificar para a temporada seguinte.

Resistência x aprovação


John John Florence

O novo conceito ainda encontra resistência de alguns dos mais respeitados surfistas, que optaram por permanecer no anonimato. “Isto é uma piada”, disse teria dito uma das fontes à revista.

“Muito estranho. Isto faz o Tour parecer com o QS. Diminui. Acredito que o objetivo seja tentar seguir o modelo do Superbowl ou do Wiorld Series, tipo playoffs. Estão fazendo de tudo para tornar o surfe lucrativo. Parece elitista, como se favorecesse a nomes já consagrados no Tour”, revelou outro atleta à “Stab”. Por outro lado, há quem tenha gostado ou renovado as esperanças com as mudanças. John John Florence, por exemplo, de acordo as fontes, comemorou: “Seria insano”.

Fonte: GloboEsporte

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