Notícias

02/05 13h18

Surfistas ganham ”passarela” no Oi Rio Pro

Os surfistas sairão da área dos atletas e vão até o mar sem praticamente pisar na areia.

Está dando o que falar essa medida de segurança que deixa competidores com acesso direto da área dos atletas até a água, onde jet ski os levará ao line-up.
img_0013

No ano passado, mais de 120 mil pessoas passaram pela praia da Barra da Tijuca para acompanhar os sete dias de disputa da etapa brasileira do Circuito Mundial. Só na final, com uma vitória espetacular de Filipe Toledo sobre o australiano Bede Durbidge, o público foi superior a 40 mil. Um recorde histórico no mundo do surfe.

Após três semanas de construção, a estrutura ganha forma no Postinho, palco principal do Rio Pro na Barra da Tijuca – a outra estrutura está sendo erguida na Praia de Grumari. Pela primeira vez, foi montada uma passarela que liga a área dos atletas até o mar como medida de segurança para proteger os surfistas. Após as escadas, eles terão um jet ski à sua espera para levá-los ao line-up da competição, com janela aberta de 10 a 21 de maio.

img_0021

Em uma vistoria realizada nesta quarta-feira, Xandi Fontes, organizador da etapa brasileira, contou que a ideia da passarela irá servir não só para a segurança, mas ajudará os competidores a se concentrarem antes das baterias. Depois de brindar o público com um show de aéreos para conquistar a etapa do Rio, Filipinho teve dificuldade ao passar pela multidão de torcedores fanáticos e voltar ao palanque para as entrevistas e a cerimônia de premiação.

Alguns tentavam lhe tirar a prancha, outros puxavam a sua lycra ou tentavam pegar o seu boné. Mas, neste ano, uma situação parecida não deverá se repetir, e os atletas terão mais tranquilidade na hora de entrar e sair da água. A escada os deixará a poucos passos do mar. Também será uma forma de aproximar o atleta de um maior número de pessoas, já que ele passará por cima do público em todo o trajeto até entrar nas baterias.

img_0026

– No ano passado, na saída do Filipinho, nós tivemos um trabalho muito difícil. Mas não os fãs, e este é um diferencial do Brasil. Não existe uma torcida tão fanática como a brasileira no mundo, e isto é positivo, então, temos que trabalhar de uma forma mais segura. O atleta sai da área dos atletas, sobe na passarela e lá no fim já vai ter uma escada onde ele sai praticamente no mar. Talvez em função da maré ele tenha que caminhar um pouco mais. Mas o jet ski estará ali esperando na entrada para levá-lo ao outside – comentou o organizador Xandi Fontes.

img_0020

Embora seja lembrada pela multidão que coloriu as areias de Barra da Tijuca de verde e amarelo, a etapa brasileira recebeu muitas críticas quanto à poluição e à qualidade das ondas no Postinho. Alguns dias antes do campeonato, imagens mostrando uma imensa mancha marrom, questionando a limpeza da água, já evidenciavam o problema. Durante o campeonato, alguns surfistas sofreram enjoos e vômitos e indicaram a poluição como possível causa para o mal estar.

Se as condições não estiverem boas no Postinho, a disputa será realizada em Grumari, palco alternativo do Rio Pro. A estrutura começou a ser montada na última terça-feira na praia remota, situada em uma reserva ecológica, ao lado da Prainha, no Recreio dos Bandeirantes. Por estar localizada dentro de um parque, o evento será mais sustentável, adaptando a estrutura evitar qualquer dano ao ambiente e protegendo as restingas do local.

img_0018

Por: GLOBO

Por Administrador
Compartilhar

Veja também

As finais do Mundial de Surf batem recorde de audiência na história da World Surf League

continue lendo

Mais um dia épico em Regência, 15/09/2021

continue lendo

Medina pensa em pausar as competições em 2022, entenda

continue lendo

Meninas surfam em Regência clássica!

continue lendo

Comentários:

Instagram